Netanyahu compara ataque do Hamas ao da Al-Qaeda contra os EUA
Premiê voltou a se posicionar contra a criação de um Estado palestino, mesmo após reconhecimento de diversas nações ocidentais
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comparou o ataque do Hamas em Israel, em 7 de outubro de 2023, ao atentado da Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas em Nova York, em 11 de setembro de 2001, durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta sexta-feira (26), enquanto falava sobre a criação de um Estado Palestino.
“Dar aos palestinos um Estado a uma milha de Jerusalém, após 7 de outubro, é como dar à Al-Qaeda um Estado a uma milha de Nova York após 11 de setembro”, declarou Netanyahu.
O primeiro-ministro foi vaiado ao subir no púlpito para discursar, enquanto integrantes de delegações de diversos países começaram a deixar a plenária da ONU antes que o premiê começasse a falar.
O Brasil está entre os países que saíram do local.
Em seu discurso, Netanyahu prometeu continuar a guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza e disse aos reféns ainda mantidos pelos militantes palestinos que eles não foram esquecidos.
Falando em hebraico, o líder israelense disse: “Não nos esquecemos de vocês, nem por um segundo.”
O premiê catalogou as vitórias israelenses contra o Hamas e outros grupos militantes apoiados pelo Irã em um discurso que lembrou ao mundo os horrores sofridos pelos israelenses em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo reféns, 48 dos quais permanecem em Gaza, segundo contagens israelenses.
“Grande parte do mundo não se lembra mais de 7 de outubro. Mas nós nos lembramos”, discursou Netanyahu.
A resposta militar de Israel matou mais de 65 mil pessoas em Gaza, segundo autoridades de saúde locais, e deixou grande parte do território em ruínas.


