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    Netanyahu deve liderar governo mais direitista de Israel, segundo projeções

    Com 86% dos votos contabilizados, projeções indicam que o partido de Benjamin Netanyahu e seus aliados devem ganhar 65 dos 120 assentos do parlamento israelense

    Benjamin Netanyahu, Israel
    Benjamin Netanyahu, Israel Alan Santos/PR

    Richard Allen Greeneda CNN

    Benjamin Netanyahu parece estar a caminho de uma vitória maior do que as pesquisas iniciais sugeriam na quinta eleição de Israel em menos de quatro anos, segundo projeções feitas pelos três principais canais de televisão do país na manhã desta quarta-feira (2).

    Seu partido Likud e seus aliados devem ganhar 65 dos 120 assentos do Knesset – o parlamento israelense –, de acordo com as projeções feitas com 86% dos votos apurados na tarde desta quarta-feira, no horário de Israel.

    Uma coalizão do Likud de Netanyahu, junto ao bloco nacionalista judaico Religious Zionism/Jewish Power, Shas e United Torah Judaism seria, no papel, o governo mais direitista da história de Israel.

    O atual primeiro-ministro Yair Lapid e seus aliados parecem estar a caminho de conquistar 50 cadeiras.

    Uma aliança árabe chamada Hadash-Taal deve ganhar cinco assentos, segundo a projeção, e é improvável que ela apoie Netanyahu ou Lapid para liderar o país.

    O comparecimento às urnas foi de 71,3%, disse o Comitê Eleitoral Central israelense. É o o maior número desde 2015, de acordo com o Comitê – maior do que qualquer uma das quatro eleições anteriores, de 2019 a 2021, que tiveram como resultado impasses ou governos de curta duração.

    Desde as primeiras pesquisas de boca de urna na noite de terça-feira, um partido de esquerda chamado Meretz parece ter ficado abaixo do limite de 3,25% dos votos para ganhar qualquer assento no Knesset. Se o partido conseguir uma porcentagem suficiente dos votos nacionais para ganhar assentos no parlamento, os resultados podem mudar.

    Estes não são resultados finais, pois um em cada cinco votos do país ainda não foram contabilizados. Os resultados finais podem sair ainda nesta quarta-feira, mas podem demorar até quinta-feira para serem divulgados.

    O retorno de Netanyahu como chefe de governo significaria mudanças fundamentais para a sociedade israelense. Incluiria a ascendente aliança nacionalista judaica Religious Zionism/Jewish Power, cujos líderes incluem Itamar Ben Gvir, condenado no passado por incitar o racismo e apoiar o terrorismo.

    Aliados de Netanyahu também falaram sobre fazer mudanças no sistema judicial, o que poderia pôr fim ao julgamento por corrupção de Netanyahu, no qual ele se declarou inocente.

    O próprio Netanyahu foi uma das principais questões não apenas na eleição de terça-feira, mas nas quatro que a precederam, com eleitores e políticos divididos entre aqueles que querem ou não ele no poder.

    Parte da dificuldade em construir um governo estável nas últimas quatro eleições está no fato de que mesmo alguns partidos políticos que concordaram com Netanyahu sobre algumas questões se recusaram a trabalhar com ele por motivos pessoais ou interesses políticos próprios.

    Os resultados oficiais podem sair ainda nesta quarta-feira, mas talvez demorem até quinta. Isso ocorre em parte porque os partidos precisam ganhar pelo menos 3,25% do total de votos para conseguir assentos no Knesset, um limite estabelecido para facilitar a construção de coalizões, mantendo partidos muito pequenos fora do legislativo.

    Para determinar quantos assentos cada partido obtém, os funcionários eleitorais precisam primeiro determinar quais partidos ultrapassaram o limite. Então eles podem calcular quantos votos são necessários para garantir um único assento no Knesset e distribuir os assentos para os partidos com base no número de votos que obtiveram.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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