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    Netanyahu diz à CNN que Hamas dificulta acordo de reféns, mas Israel “continuará tentando”

    Primeiro-ministro israelense chamou de grotescas as exigências do grupo para um novo acordo: "Vamos continuar tentando porque queremos os reféns de volta"

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma entrevista à CNN em 17 de março.
    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma entrevista à CNN em 17 de março. CNN

    Antoinette Radfordda CNN

    Em entrevista exclusiva à CNN neste domingo (17), o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o Hamas está tornando “difícil” um novo acordo para libertação de reféns em Gaza, mas Israel continuará tentando.

    Quando questionado se estava aberto a um possível acordo, Netanyahu respondeu: “O tempo dirá, mas as exigências grotescas do Hamas… tornam esse acordo muito mais difícil. Mas vamos continuar tentando porque queremos os reféns de volta.”

    Ele disse que a pressão militar contínua é “a única coisa que leva o Hamas entregar a eles”, então Israel vai “continuar a pressão militar e vamos continuar tentando tirar esses reféns [de Gaza]”.

    Estão em curso esforços para alcançar uma trégua. A última proposta do Hamas pede que Israel liberte entre 700 e 1.000 prisioneiros palestinos, em troca da libertação de mulheres israelenses pelo Hamas – incluindo soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) – crianças, idosos e reféns feridos e doentes, disse uma fonte diplomática familiarizada com as discussões à CNN na sexta-feira.

    A proposta prevê que um cessar-fogo permanente seja acordado após a troca inicial de reféns e prisioneiros, bem como um prazo para a retirada israelense de Gaza.

    Em outra fonte de tensão entre os EUA e Israel, a Casa Branca disse no domingo que ainda não viu um plano “credível” do governo de Israel sobre como protegeria as centenas de milhares de civis no sul de Gaza se avançar com uma operação militar em Rafah.

    Os comentários foram feitos depois de Netanyahu ter confirmado os seus planos de prosseguir com uma operação, apesar da crescente preocupação internacional.

    “Reitero: vamos operar em Rafah. Isto levará várias semanas e acontecerá”, disse Netanyahu no início de uma reunião de seu governo.

    “Totalmente inapropriado”

    Netanyahu também afirmou à CNN que os comentários do líder da maioria no Senado dos EUA, Chuck Schumer, que o descreveram como um obstáculo à paz no Oriente Médio, foram “totalmente inapropriados.

    Na quinta-feira, Schumer criticou o governo do premiê pedindo novas eleições em um discurso no plenário do Senado sobre a guerra entre Israel  e Hamas.

    À âncora da CNN Dana Bash, Netanyahu disse que a realização ou não de eleições em Israel era algo que “o governo israelense faz por conta própria”.

    “É inapropriado ir a uma democracia irmã e tentar substituir a liderança eleita”, disse ele.

    Ele acrescentou que a decisão de realizar eleições cabe, em última análise, ao povo israelense.

    Mas, quando pressionado pela âncora se ele se comprometeria a realizar as eleições, Netanyahu respondeu: “Veremos quando vencermos a guerra”.

    “Se realizássemos eleições agora, antes da guerra ser vencida, vencida de forma retumbante, teríamos pelo menos seis meses de paralisia nacional, o que significa que perderíamos a guerra”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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