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    Netanyahu refuta alegação da África do Sul sobre genocídio de Israel na guerra contra o Hamas

    África do Sul entrou com um pedido na Justiça para iniciar processo sobre as alegações de genocídio

    Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense
    Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense 10/12/2023 REUTERS/Ronen Zvulun

    Lauren Izso

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a alegação da África do Sul de que Israel está cometendo genocídio em sua guerra contra o Hamas.

    Os comentários de Netanyahu foram feitos depois que a África do Sul entrou com um pedido na Corte Internacional de Justiça na sexta-feira (29) para iniciar um processo sobre as alegações de genocídio.

    “Gostaria de dizer uma palavra sobre a falsa acusação da África do Sul de que Israel está ‘cometendo genocídio’. Não, África do Sul, não fomos nós que viemos cometer genocídio, foi o Hamas. Eles matariam a todos nós se pudessem”, disse ele.

    Acrescentou ainda que as Forças de Defesa de Israel estão agindo da “maneira mais moral” e “fazem de tudo para evitar ferir civis”.

    Ele continuou acusando a África do Sul de apresentar o caso apenas para se exibir e listou outros conflitos nos quais, segundo ele, o país não tomou medidas para intervir.

    “E eu pergunto: Onde vocês estavam, África do Sul — e o resto daqueles que nos caluniam — onde vocês estavam quando milhões de pessoas foram assassinadas e deslocadas de suas casas na Síria, no Iêmen e em outras regiões? Vocês não estavam lá”, questionou.

    O cenário é de bombardeio aéreo de Israel e invasão terrestre de Gaza, em resposta aos ataques terroristas mortais do Hamas e à onda de sequestros em 7 de outubro, causaram uma devastação generalizada na faixa costeira densamente habitada, provocando protestos de grupos de ajuda humanitária e pressão crescente da comunidade internacional.

    Joe Biden, presidente dos EUA, disse no início deste mês que Israel está envolvido em “bombardeios indiscriminados” em Gaza. Avaliações da inteligência dos EUA sugerem que quase metade das munições ar-terra usadas por Israel em Gaza não foram guiadas, também conhecidas como “bombas burras”. As munições não guiadas geralmente são menos precisas e podem representar uma ameaça maior para os civis.

    Defensores da campanha de Israel argumentam que essas munições pesadas atuam como destruidoras de bunkers, ajudando a destruir a infraestrutura de túneis subterrâneos do Hamas. Entretanto, essas bombas são normalmente usadas com moderação pelas forças armadas ocidentais, segundo especialistas. O direito humanitário internacional proíbe o bombardeio indiscriminado.

    Cerca de 21.700 pessoas foram mortas em Gaza desde 7 de outubro, conforme o ministério da saúde do enclave controlado pelo Hamas.

    A CNN não pode verificar de forma independente os números do ministério.

    Veja também: Justiça da Bolívia impede candidatura de Evo Morales à presidência em 2025

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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