Nova Zelândia passará a permitir eventos com até 100 pessoas reunidas

País é um dos mais bem-sucedidos do mundo no combate ao novo coronavírus (Covid-19)

Premiê da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, durante entrevista coletiva em Christchurch
Premiê da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, durante entrevista coletiva em Christchurch Foto: Martin Hunter - 13.mar.2020/Reuters

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Em pronunciamento nesta segunda-feira (25), a primeira-ministra Jacinda Ardern anunciou que a Nova Zelândia passará a permitir alguns eventos com até 100 pessoas a partir das 12h da próxima sexta-feira (29). A medida será valida para cerimônias como casamentos, missas e funerais. 

O país é um dos mais bem-sucedidos do mundo no combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), com um total de 21 mortes pela doença e pouco mais de 1.500 casos registrados (com mais de 1.450 dessas pessoas já recuperadas).

Na última semana, gerou grande repercussão outra proposta do governo neozelandês: o estudo para estabelecer semanas com apenas quatro dias úteis, ajudando assim a economia do país – que tem grande potencial turístico.

Ainda não colocada em prática, a ideia da primeira-ministra consiste em encorajar empregadores a tornar o trabalho dos funcionários mais flexível, incluindo home office (trabalho remoto) e mais horas de trabalho em menos dias, se possível. 

Doença controlada

Não foram registrados novos casos de coronavírus no último balanço divulgado pelo governo, nesta segunda-feira, e apenas 27 pessoas seguem em tratamento de acordo com os dados oficiais. 

Para conter a propagação do vírus, o governo decidiu que a maioria dos eventos e ambientes não podiam ter mais de 10 pessoas reunidas até então – com algumas exceções, como os funerais, que já permitiam a reunião de até 50 pessoas. 

“Muitas outras reuniões poderão ocorrer, com o novo limite de 100 pessoas. Essas mudanças são boas notícias para os negócios”, declarou a premiê. 

Em fala reproduzida pelo jornal The New Zealand Herald, a diretora-geral de saúde do país, Ashley Bloomfield, disse que o abrandamento das medidas é possível graças ao nível “muixo baixo” de novos casos de coronavírus. 

Há doze dias o país divulgou o abrandamento de algumas medidas de isolamento e, até o momento, não há indícios de uma “segunda onda” de casos no país. As autoridades médicas alertam, porém, que efeitos das últimas medidas de reabertura ainda devem ser observados nos próximos dias, antes da tomada de novas decisões. 

O governo neozelandês definiu o dia 8 de junho como data para fazer um novo balanço sobre a situação da Covid-19 no país, com a possibilidade de reduzir o nível de alerta nacional para o gau 1 em 22 de junho, com maior flexibilização nos protocolos. 

Apesar da possibilidade de eventos maiores, o governo mantém requisitos de distanciamento social à população que comparecer a eventos públicos. Algumas restrições serão mantidas, como o fechamento de pistas de danças em casas noturnas. 

O país ainda mantém, também, um rígido controle de visitantes vindos do texteior. Qualquer pessoa que chegue à Nova Zelândia deve passar pelo menos 14 dias em isolamento ou quarentena gerenciada.

Pequeno terremoto

Também na manhã desta segunda-feira (horário local), enquanto a premiê Jacinda Ardern concedia entrevista para a TV pública neozelandesa, um pequeno terremoto de 5.8 graus de magnitude próximo da capital Wellington gerou uma cena curiosa.

Ardern sorriu e comentou “estamos tendo um pouco de terremoto aqui” quando é possível perceber a câmera tremendo um pouco, mas continuou normalmente a entrevista ao constatar que o lugar seguia seguro.

Nenhum estrago foi registrado por conta do tremor. Localizada sobre duas placas tectônicas, a Nova Zelândia é um dos países com mais ocorrências de terremotos no mundo.

 

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