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    Número de mortos após enchentes no Paquistão passa de 1,2 mil

    Pelo menos um terço das vítimas são crianças, de acordo com as Nações Unidas

    Enchente em Nowshera, no Paquistão
    Enchente em Nowshera, no Paquistão 30/8/2022 REUTERS/Fayaz Aziz

    Idris MukhtarHannah RitchieTara Subramaniamda CNN

    Agências humanitárias alertaram que o Paquistão precisa de ajuda de longo prazo, já que o número de mortos por suas inundações catastróficas continua aumentando.

    O número acumulado de mortes desde 14 de junho subiu para 1.282 no sábado, informou a Autoridade Nacional de Gerenciamento de Desastres do país, e quase um terço das vítimas são crianças. Só no sábado houve mais 57 mortes, 25 delas crianças.

    As agências de ajuda alertam que os problemas do país estão longe de terminar – e que, à medida que o desastre continua a se desenrolar, as crianças estarão entre as mais vulneráveis.

    A inundação – resultado de uma combinação de chuvas recorde de monções e derretimento de geleiras nas montanhas do norte do Paquistão – foi descrita como a pior que o país já viu.

    A certa altura, mais de um terço do país estava debaixo d’água, de acordo com imagens de satélite da Agência Espacial Europeia, e organizações governamentais e de ajuda dizem que 33 milhões de pessoas foram afetadas.

    Entre eles, mais de três milhões de crianças precisam de assistência humanitária urgente devido ao risco de doenças transmitidas pela água, afogamento e desnutrição, segundo o UNICEF.

    As inundações também danificaram ou destruíram 17.566 escolas em todo o país, diz o UNICEF, comprometendo ainda mais a educação das crianças após dois anos de fechamentos relacionados ao Covid.

    As agências de ajuda dizem que mesmo que as inundações diminuam, o país enfrenta um longo caminho para a recuperação.

    “Os sobreviventes devem começar do zero”, disse Aurelie Godet, porta-voz da Medecins du Monde, uma organização de ajuda humanitária que trabalha no Paquistão desde 1966.

    “Isso não vai acabar em dois meses, eles precisam de ajuda de longo prazo.”

    As duas províncias mais afetadas são Baluchistão e Sindh, no sul do Paquistão, onde a infraestrutura e os sistemas de água foram danificados.

    Pedindo ajuda da comunidade internacional, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, estimou na semana passada que a calamidade causou mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51,7 bilhões) em danos à infraestrutura, casas e fazendas.

    Um Centro Nacional de Coordenação e Resposta a Inundações foi criado e a Organização Mundial da Saúde (OMS) liberou US$ 10 milhões para tratar os feridos, entregar suprimentos às unidades de saúde e impedir a propagação de doenças infecciosas. A China e o Reino Unido também prometeram milhões em ajuda ao país.

    Mais de 1 milhão de casas foram danificadas ou destruídas, enquanto pelo menos 5.000 quilômetros de estradas foram danificados, de acordo com a autoridade de gestão de desastres.

    No sábado, um órgão de alto nível criado para coordenar o esforço de ajuda se reuniu em Islamabad pela primeira vez, informou a Reuters.

    Um dia antes, a maior instituição de caridade do país, a Fundação Edhi, instou o governo a suspender uma proibição de anos de várias organizações não-governamentais internacionais para que elas pudessem ajudar nos esforços de socorro, informou a Reuters.

    Jan Camenzind Broomby, da CNN, e Reuters, contribuíram com reportagens.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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