Número de mortos após tempestades na China sobe para 33

Chuvas torrenciais provocaram inundações e arrastaram carros; 12 mortos foram encontrados em vagões de metrô que ficaram submersos na província de Zhengzhou

Nectar Gan e Zixu Wang, CNN

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Pelo menos 33 pessoas morreram e oito continuam desaparecidas na China central. As autoridades aumentam os esforços das equipes de resgate após inundações devastadoras que submergiram bairros inteiros, prenderam passageiros em vagões do metrô, causaram deslizamentos de terra e inundaram represas e rios.

Chuvas torrenciais atingiram a província de Henan desde o fim de semana passado, deslocando centenas de milhares de pessoas e causando 1,22 bilhão de yuans (cerca de US$ 190 milhões) em prejuízos econômicos, disseram as autoridades de Henan nesta quinta-feira (22).

Com 99 milhões de habitantes, Henan é uma das províncias mais populosas e pobres da China, com grandes extensões de fazendas e fábricas.

Zhengzhou, província com 12 milhões de habitantes, é uma das áreas mais atingidas. Foi nesta província que as autoridades confirmaram 12 mortos – vítimas teriam ficado presas por horas em uma linha de metrô inundada. Mas muitas cidades e vilas menores também foram seriamente devastadas. 

Com a previsão de mais chuvas para a região, o número de mortos deve aumentar à medida que o trabalho de resgate continua. Em Gongyi, uma cidade do mesmo porte de Zhengzhou, pelo menos quatro pessoas morreram quando as enchentes varreram as ruas. 

Chuvas provocam alagamentos na China
China: pessoas caminham com água na altura da cintura nas ruas de Zhengzhou, na China central
Foto: Feature China/Barcroft Media via Getty Images (20.jul.2021)

As fortes chuvas também causaram o colapso generalizado de casas e deslizamentos de terra, dificultando as operações de resgate.

Em outra cidade, Xinxiang, os rios e sete reservatórios transbordaram além dos níveis de alerta, afetando cerca de 470 mil pessoas, de acordo com o Diário do Povo, jornal administrado pelo estado.

A gravidade da enchente foi registrada por vários vídeos compartilhados nas redes sociais chinesas, que mostraram pessoas e carros sendo arrastados pela correnteza. 

Nesta quinta-feira, os moradores continuaram a pedir ajuda no Wechat e no Weibo, as duas maiores plataformas de mídia social do país, com alguns compartilhando fotos e informações de seus familiares desaparecidos.

(Esse texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)

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