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    Número de mortos na guerra entre Israel e palestinos ultrapassa 12.400, mostra levantamento

    O Ministério da Saúde controlado pelo Hamas fala em mais de 11 mil mortes em Gaza; a Cisjordânia relatou 183, enquanto autoridades israelenses registraram cerca de 1.200 mortes

    Homem lamenta enquanto palestinos buscam por vítimas após ataque de Israel no campo de refugiados de Jabalia, em Gaza
    Homem lamenta enquanto palestinos buscam por vítimas após ataque de Israel no campo de refugiados de Jabalia, em Gaza Mohammed Al-Masri/Reuters (01.nov.23)

    Da Reutersda CNN

    A guerra entre Israel e palestinos já ceifou mais de 12.400 vidas, tanto do lado palestino quanto israelense, de acordo com dados divulgados pelas autoridades de saúde de ambos os lados nesta sexta-feira (10).

    O departamento de saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo grupo radical islâmico Hamas, revelou na sexta-feira um número de mortes de 11.078 pessoas desde o início do conflito, iniciado em 7 de outubro. Além disso, a Cisjordânia relatou 183 mortes.

    Israel revisou e diminuiu o número de mortos no ataque do Hamas em 7 de outubro, para cerca de 1.200, ante uma estimativa anterior do governo de 1.400.

    De acordo com um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, a revisão foi feita devido ao fato de haver muitos corpos não identificados e Israel acreditar que alguns dos mortos eram combatentes do Hamas, e não israelenses.

    O lado palestino disse na sexta-feira que o exército israelense lançou ataques a vários hospitais na Faixa de Gaza naquele dia, matando dezenas de palestinos.

    Veja também: Imagens mostram bombardeios intensos na Faixa de Gaza

    De acordo com o departamento de saúde da Faixa de Gaza, desde o início do conflito, 21 de 35 hospitais fecharam no território palestino. O Ministério da Saúde palestino disse naquele dia que desde 7 de outubro ocorreram mais de 270 ataques a instituições médicas em Gaza.

    Além disso, pelo menos 57 ambulâncias foram danificadas, 45 das quais foram completamente destruídas.

    Os combates continuam entre as tropas israelenses e os combatentes palestinos na Faixa de Gaza.

    Na sexta-feira, o exército israelense continuou os seus ataques aéreos à Faixa de Gaza e avançou as operações terrestres, enquanto o Hamas continuou a atacar alvos militares israelenses.

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram naquele dia que desde o início do conflito, o exército israelense atacou mais de 15.000 alvos do Hamas e apreendeu 6.000 armas, incluindo mísseis antitanque. Além disso, as FDI apontaram que o exército de Israel assumiu agora o controle de importantes postos avançados do Hamas na Faixa de Gaza.

    O Hamas afirmou na sexta-feira que disparou mísseis contra Israel em resposta ao aumento do número de mortos de civis no enclave.

    As Brigadas Al-Qassam, o braço armado do Hamas, anunciaram que continuaram a lutar com o exército israelense naquele dia e atacaram tanques inimigos, entre outros alvos.

    Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na sexta-feira que as FDI assumirão o controle da Faixa de Gaza após o conflito em curso entre Israel e o Hamas.

    “Após a eliminação do Hamas, haverá total controle de segurança israelense da Faixa de Gaza, incluindo a desmilitarização total, para garantir que não haja mais uma ameaça de Gaza aos cidadãos de Israel”, disse Netanyahu aos governantes de cidades israelenses perto da fronteira de Gaza durante uma reunião em Tel Aviv. “Não vamos entregá-la [Gaza] às forças internacionais”, ressaltou ele.

    A reunião foi realizada depois que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, reafirmou no início do dia que os palestinos “não aceitarão a reocupação de Gaza ou a anexação de qualquer parte dela sob qualquer pretexto” ao discursar em uma cerimônia em memória do ex-líder palestino Yasser Arafat.

    O governo palestino está preparado para assumir as suas responsabilidades na Faixa de Gaza como parte de um acordo político abrangente na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza, disse Abbas.

    Abbas também apelou à entrega de ajuda humanitária, incluindo suprimentos médicos, alimentos, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza, e pediu a Israel que pare a sua “agressão” na região.