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    “O PT não tem relação alguma com o Hamas”, diz Gleisi à CNN

    No X, presidente petista comentou escalada do conflito e afirmou que retaliação israelense pavimenta um “massacre com dimensões de genocídio”

    Gleisi Hoffmann, rechaçou qualquer relação entre o partido e o Hamas
    Gleisi Hoffmann, rechaçou qualquer relação entre o partido e o Hamas Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

    Clarissa OliveiraPedro Venceslauda CNN

    A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, rechaçou qualquer relação entre o partido e o Hamas, grupo que deflagrou os ataques a Israel no último sábado e pavimentou a escalada do conflito na região. A declaração foi repassada pela presidente do PT à CNN, por meio de sua assessoria.

    Gleisi até agora não havia se manifestado a respeito das acusações de um elo entre o partido e o Hamas. A polêmica sobre o assunto foi alimentada por um manifestado assinado por vários políticos de esquerda e entidades – entre eles parlamentares do PT – em 2021. O texto condenava a classificação do Hamas como grupo terrorista.

    Mais cedo, no X (antigo Twitter), a presidente do PT também se manifestou a respeito da escalada do conflito entre Israel e Hamas. Gleisi adotou um tom crítico à retaliação israelense aos ataques, que, segundo ela, se anuncia “como uma brutalidade ainda mais abrangente contra a população civil da Faixa de Gaza”. “Dois milhões de palestinos, confinados há mais de uma década em um verdadeiro campo de concentração, sem direitos e sem perspectivas, são tratados agora como sub-humanos, sem acesso a água, comida e energia”, escreveu a presidente do PT.

    “O que se anuncia, sob pretexto de retaliação militar e segurança do estado, é um massacre com as dimensões de um genocídio”, acrescentou Gleisi. A presidente do PT insistiu que o partido repudia todo tipo de violência e afirmou que a legenda defende que o governo atue em defesa de um cessar-fogo.

    “A ofensiva militar anunciada pelo governo de extrema-direita de Netanyahu só vai resultar em mais ódio e destruição. É hora de todos no mundo, governos e sociedade civil, ajudarem a construir uma solução pacífica e duradoura para essa região, o que necessariamente passa pela desocupação dos territórios palestinos.”