O que sabemos sobre o apagão de internet no Irã
País está no sexto dia de bloqueio imposto pelo governo em meio a repressão contra protestantes
Lauren Kent e Soph Warnes, da CNN

Compartilhar matéria
O Irã está no sexto dia de um bloqueio de internet imposto pelo governo — que deve durar “uma ou duas semanas” — enquanto o regime reprime protestos em massa.
Leia Mais
O que sabemos até agora:
- A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou em um comunicado na quarta-feira (14) que as instituições competentes tomarão uma decisão final sobre o acesso à internet “nas próximas uma ou duas semanas”. A Guarda Revolucionária alegou que o acesso irrestrito à internet estava aumentando a violência nas ruas;
- A Rede Nacional de Informação do Irã foi ativada. Trata-se da internet doméstica iraniana que permite ao regime bloquear sites estrangeiros e rastrear usuários;
- A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) afirmou nesta quarta que "quase todos os sites nacionais estão disponíveis" na Rede Nacional de Informação e que "as redes sociais nacionais também foram relativamente ativadas";
- A CNN Internacional havia relatado anteriormente que alguns usuários de telefones fixos e celulares conseguiram fazer ligações internacionais na terça-feira (13) pela primeira vez, apesar do apagão. No entanto, as chamadas na direção oposta ainda não estão sendo completadas, de acordo com jornalistas da CNN Internacional;
- O serviço Proton VPN, usado por muitas pessoas afetadas pela censura no Irã para contornar a internet nacional, informou em 8 de janeiro que observou uma queda e, em seguida, uma interrupção completa de suas sessões de VPN (Rede Virtual Privada) originadas do país;
- A organização de monitoramento da internet NetBlocks afirmou na manhã de quarta-feira que o apagão já ultrapassou 132 horas e que o número real de manifestantes antigovernamentais mortos "está obscurecido pela falta de conectividade".



