Omã propõe pedágio voluntário e gestão regional do Estreito de Ormuz ao Irã
Plano prevê mecanismo conjunto com cobrança de taxas e conta com respaldo de países do Golfo

O governo de Omã apresentou ao Irã uma proposta para criar um mecanismo regional conjunto de administração do Estreito de Ormuz, com cobrança voluntária de taxas, disse uma fonte de um país do Golfo à Reuters nesta terça-feira (28).
Segundo a fonte, a proposta apresentada por Omã conta com o apoio de países da região. Dessa forma, o Irã não exerceria controle exclusivo do Estreito de Ormuz sob a proposta, afirma a fonte.
Como mostrou a CNN, o ministro das Relações Exteriores do Irã discutiu questões relacionadas à segurança do Estreito de Ormuz em conversas telefônicas separadas com seus homólogos da Arábia Saudita e de Omã na noite de segunda-feira (27).
Segundo um comunicado, publicado em seu canal no Telegram nesta terça-feira (28), o chanceler Abbas Araghchi afirmou que o Irã "discutiu os mais recentes acontecimentos bilaterais e regionais e destacou a necessidade de fortalecer a cooperação e ampliar os esforços diplomáticos conjuntos para promover a estabilidade na região".
Eles também discutiram "o avanço dos esforços diplomáticos conjuntos para estabelecer a estabilidade na região e eliminar a insegurança imposta no Estreito de Ormuz, resultante das ações agressivas dos Estados Unidos", acrescentou o comunicado. Não houve nenhum pronunciamento imediato por parte da Arábia Saudita ou de Omã.
A conversa entre Araghchi e seu homólogo saudita, Faisal bin Farhan, ocorreu depois de a Arábia Saudita informar ter interceptado drones lançados a partir do território iraquiano e atribuir a ação a grupos apoiados pelo Irã, gerando preocupações sobre uma maior escalada regional.
Nesta terça-feira, o exército da Jordânia afirmou que um drone foi abatido em seu espaço aéreo, segundo um comunicado militar. O drone invadiu o espaço aéreo do país ao amanhecer e foi abatido no deserto oriental, segundo o comunicado, noticiou uma agência de notícias estatal.
Após a interceptação saudita de drones iranianos, Omã havia iniciado uma "ofensiva diplomática regional" com o objetivo de encontrar uma solução política para o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, manteve conversas com os chanceleres de Irã, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Egito para discutir esforços de desescalada, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país.
As discussões se concentraram na busca por "entendimentos práticos, justos e sustentáveis" por meio de canais políticos e diplomáticos, garantindo a navegação segura pelo Estreito de Ormuz e restaurando o fluxo ininterrupto do comércio e das cadeias de suprimentos globais, afirmou a pasta.


