Ômicron não aumentou hospitalizações de idosos, dizem conselheiros para Covid do Reino Unido

Primeiro-ministro Boris Johnson anunciou a retirada das restrições na próxima semana

Mulher com máscara de proteção caminha em Preston, no Reino Unido
Mulher com máscara de proteção caminha em Preston, no Reino Unido Phil Noble/Reuters (11.jan.2022)

Alistair Smoutda Reuters

Londres

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Uma onda de casos da variante Ômicron do coronavírus não levou a um aumento nas hospitalizações de idosos, como era esperado, apesar de haver mais casos nessa faixa etária, disseram os consultores científicos do governo do Reino Unido nesta quinta-feira (20).

“O aumento de hospitalizações, que é previsto após o aumento observado nos casos em idosos, não foi visto até agora”, disse a ata da reunião do Grupo Consultivo Científico para Emergências (SAGE) em 13 de janeiro.

“Isto pode ser devido a níveis mais altos de proteção contra a hospitalização, a uma diminuição mais lenta da proteção vacinal ou ao impacto de comportamentos de precaução entre os mais vulneráveis e aqueles ao seu redor”, afirmaram.

Medidas retiradas

As pessoas na Inglaterra não serão mais obrigadas a usar máscaras em qualquer lugar ou trabalhar em casa a partir da próxima semana, disse o primeiro-ministro Boris Johnson na quarta-feira (19).

Johnson também disse que, embora as pessoas ainda sejam obrigadas a se isolar em caso de contaminação, ele queria eventualmente remover a exigência antes de março.

As restrições foram colocadas na Inglaterra em dezembro do ano passado, após explosão de casos provocados pela Ômicron. Contudo, Boris afirmou que as internações estabilizaram, o que possibilitou a retirada das medidas.

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