OMS diz que há 139 mortes suspeitas de Ebola em surto no Congo
Organização de saúde acredita que números devem subir, pois vírus circulou dias sem ser detectado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (20) que há 600 casos suspeitos de Ebola e 139 mortes suspeitas.
De acordo com a organização, os números devem aumentar devido ao tempo em que o vírus circulou antes de ser detectado na República Democrática do Congo e em Uganda.
Um Comitê de Emergência da OMS se reuniu na terça-feira (19) em Genebra e confirmou que o mais recente surto de Ebola da rara cepa Bundibugyo do vírus é uma emergência de saúde pública de interesse internacional, mas não uma emergência pandêmica, disse o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus.
"A OMS avalia o risco da epidemia como alto em nível nacional e regional e baixo em nível global", afirmou Tedros.
Ele declarou a emergência no fim de semana e disse que foi a primeira vez que um chefe da OMS tomou essa medida sem antes consultar especialistas, devido à urgência da situação.
"Nossa prioridade absoluta agora é identificar todas as cadeias de transmissão existentes... isso nos permitirá realmente definir a escala do surto e sermos capazes de fornecer cuidados", disse Chikwe Ihekweazu, chefe de emergências da OMS, na mesma coletiva de imprensa.
O surto alarmou os especialistas porque foi capaz de se espalhar por semanas sem ser detectado em uma área densamente povoada e devastada pela violência armada generalizada. Um surto de 2018-2020 da cepa Zaire do Ebola na mesma região foi o segundo mais mortal já registrado, matando quase 2.300 pessoas.
A cepa Bundibugyo do Ebola, que se espalha por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, tem uma taxa média de mortalidade de cerca de 40%, de acordo com a OMS.
Entenda como começou o surto de Ebola
O primeiro caso suspeito conhecido foi de um profissional de saúde, cujos sintomas começaram em 24 de abril, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). A pessoa morreu posteriormente em um centro médico em Bunia, capital da província de Ituri.
Em 5 de maio, a OMS recebeu um alerta sobre uma “doença desconhecida” com alta mortalidade na província, informou a agência. Após uma investigação de uma “equipe de resposta rápida” em 13 de maio, o surto foi confirmado como vírus Bundibugyo em 15 de maio.
Jeremy Konyndyk, ex-líder do combate à Covid e da ajuda em desastres na USAID (agência dos EUA para o desenvolvimento internacional), disse que várias “gerações de transmissão” devem ter passado despercebidas antes que o surto fosse confirmado, o que ele classificou como um “grande problema”.
Entenda como começou o surto de Ebola
O primeiro caso suspeito conhecido foi de um profissional de saúde, cujos sintomas começaram em 24 de abril, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). A pessoa morreu posteriormente em um centro médico em Bunia, capital da província de Ituri.
Em 5 de maio, a OMS recebeu um alerta sobre uma “doença desconhecida” com alta mortalidade na província, informou a agência. Após uma investigação de uma “equipe de resposta rápida” em 13 de maio, o surto foi confirmado como vírus Bundibugyo em 15 de maio.
Jeremy Konyndyk, ex-líder do combate à Covid e ajuda em desastres na USAID (agência dos EUA para o desenvolvimento internacional), disse que várias “gerações de transmissão” devem ter passado despercebidas antes que o surto fosse confirmado, o que ele classificou como um “grande problema”.
No domingo (17), o órgão de saúde da ONU declarou a epidemia uma “emergência de saúde pública de importância internacional” e afirmou que a alta taxa de positividade e o aumento do número de casos e mortes indicam “um surto potencialmente muito maior”.
Anne Ancia, representante da OMS na República Democrática do Congo, confirmou na terça-feira que o surto também se espalhou para a província de Kivu do Norte, que faz fronteira direta com Ituri, mas acrescentou que ainda há “incerteza significativa” sobre o número real de infecções.