ONU alerta que combates no Iêmen obrigam moradores a deixarem suas casas

Rápido avanço dos Houthis marca retomada de combates em conflito que estava congelado por anos

Cecile Mantovani, da Reuters
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Dezenas de milhares de pessoas podem ser forçadas a deixar suas casas no Iêmen devido a uma intensificação dos combates que já deslocou mais de 130 mil neste mês, informou a agência da ONU para refugiados, a ACNUR, nesta terça-feira (22).

"A intensificação dos combates no Iêmen pode provocar novos deslocamentos em massa, com a previsão de que um número crescente de pessoas fuja, tanto dentro do Iêmen quanto para o Djibuti, a Somália e outros países", disse o porta-voz da ACNUR, Babar Baloch, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

Ele afirmou que as projeções de planejamento indicam que mais 100 mil pessoas poderiam ser forçadas a deixar suas casas nos próximos três meses.

Combatentes Houthis, apoiados pelo Irã, avançaram neste mês na batalha contra as forças de um governo apoiado pela Arábia Saudita, tomando a costa do Mar Vermelho e expandindo o conflito mais amplo do Oriente Médio para um novo cenário de confrontos.

A maioria das pessoas deslocadas até o momento permanece dentro do Iêmen, mas mais de 3 mil fugiram de barco pelo Mar Vermelho em direção à África.

Esse número pode chegar a 10 mil no próximo mês, quando condições de mar mais calmo provavelmente incentivarão mais partidas, disse Baloch.

Um plano de resposta da ACNUR para o Iêmen contava com menos de 20% de financiamento antes que a nova onda de violência provocasse um aumento nas necessidades, segundo um comunicado.