ONU pede que EUA revisem política migratória durante a Copa do Mundo

Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos afirmou que as medidas podem "lançar uma sombra" sobre o torneio que tem início previsto para esta quinta-feira (11)

Lucas Teixeira, da CNN Brasil
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A ONU (Organização das Nações Unidas) pediu para que os EUA revisem as políticas de imigração e segurança durante a Copa do Mundo.

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou a jornalistas nesta quarta-feira (10) que "se as medidas não forem abordadas, correm o risco de lançar uma sombra sobre o torneio", que tem início previsto para esta quinta-feira (11).

Türk acrescentou que as aplicações agressivas das leis já estão afetando equipes, dirigentes e torcedores.

"Grandes eventos esportivos devem ser eventos em que o mundo se une em paz e harmonia", afirmou.

As declarações do alto comissário acontecem após a aplicação das políticas de imigração do governo americano impactarem profissionais e torcedores.

Um árbitro da Somália que participaria da Copa teve sua entrada negada nos EUA. O país africano é uma das nações que os EUA restringiram totalmente a entrada de cidadãos.

Além disso, o Irã anunciou na terça-feira (9) que sua cota de ingressos para os três jogos da fase de grupos nos EUA foi cancelada.

Há também preocupações de que agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) possam realizar operações para capturar imigrantes irregulares em jogos envolvendo times sul-americanos com grande torcida nos Estados Unidos, embora o governo tenha tentado minimizar esses temores.

Nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu governo está trabalhando para garantir que "as pessoas certas" entrem nos Estados Unidos para a Copa do Mundo.

Um repórter afirmou ao republicano que algumas pessoas temem que seja cada vez mais difícil conseguir vistos para ir aos EUA para ver a competição.

"Estamos trabalhando nisso em estreita colaboração para garantir que as pessoas certas entrem em nosso país", respondeu Trump.

(Com informações da Reuters)