Operação dos Estados Unidos na Venezuela contou com mais de 150 aeronaves

Chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA detalhou a operação que levou à captura do ditador Nicolás Maduro

Da CNN Brasil
Aeronaves militares dos EUA decolam e pousam em Roosevelt Roads, Porto Rico, em meio a tensões com a Venezuela  • Reuters
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A missão dos Estados Unidos na Venezuela que levou à captura do ditador Nicolás Maduro teve mais de 150 aeronaves, helicópteros e drones, em uma missão integrada entre forças aéreas e terrestres agindo desde a noite de sexta-feira (2).

Os detalhes da operação foram divulgados por Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, que sucedeu às declarações de Donald Trump na coletiva de imprensa desta tarde.

"Foi uma extração tão precisa que envolveu mais de 150 aeronaves e todo o Hemisfério Ocidental em coordenação próxima, todas [as aeronaves] indo juntas ao mesmo lugar para fazer efeitos de camadas a um objetivo único: interditar as forças nos arredores de Caracas e, ao mesmo, manter a surpresa tática", afirmou.

Caine salientou que a operação envolveu a CIA, a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) e a NGA (Agência Nacional de Informação Geoespacial)

"Nosso trabalho começou décadas atrás, depois de experiências complexas integradas em água, terra e ar", pontuou.

Segundo Caine, os Estados Unidos começaram a monitorar Maduro de perto no início de dezembro, o que foi fundamental para a captura sem perdas civis.

"Sabíamos por onde ele andava, onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia, quem eram seus animais de estimação. No início de dezembro, fizemos uma série de eventos de alinhamento, escolhemos o dia correto para minimizar os impactos de danos civis e maximizar o elemento surpresa", declarou.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA disse que a ordem de Trump para prosseguir com a missão veio às 18h ET (20h no horário de Brasília).

"Uma falha em qualquer componente iria comprometer toda a missão e a falha nunca foi uma opção para as forças americanas. Aqueles no ar, sobre Caracas, no solo, todos estavam preparados para dar suas vidas", afirmou, acrescentando que o oficial mais jovem tinha 20 anos e, o mais velho, 49 anos.