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    Oposição diz que não vai participar de eleição legislativa na Venezuela

    Medida abre caminho para a perda do controle da oposição na Assembleia Nacional, o que poderia complicar a posição de Juan Guaido

    Juan Guaidó, principal opositor do governo Maduro: boicote às eleições legislativas de dezembro
    Juan Guaidó, principal opositor do governo Maduro: boicote às eleições legislativas de dezembro Foto: Manaure Quintero/Reuters

    Da CNN

    Os principais partidos de oposição da Venezuela se comprometeram, neste domingo (2), a boicotar as eleições legislativas programadas para 6 de dezembro no país. Eles afirmam que o pleito será fraudado pelo partido socialista no poder e que participar seria “colaborar com a estratégia da ditadura”.

    A medida era amplamente esperada após uma série de intervenções recentes do governo de Nicolas Maduro no Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Os partidos boicotaram a reeleição de Maduro em 2018 por motivos semelhantes e agora o rotulam de usurpador.

    A medida, no entanto, abre caminho para a perda do controle da oposição na Assembleia Nacional, o que poderia complicar a posição de Juan Guaido, reconhecido por dezenas de países como legítimo presidente da Venezuela.

    “A Venezuela, um país em crise humanitária que também está sujeita a uma ditadura criminosa e opressiva, merece eleições livres, democráticas e transparentes”, escreveram os 27 partidos em comunicado publicado no site da Assembleia Nacional.

    O partido Vontade Popular, de Guaido, bem como o Justiça Primeiro, Ação Democrática e Nova Era, que são coletivamente conhecidos como “G4” e compõem a maior parte da representação da oposição no legislativo, assinam o comunicado.

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    O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Maduro chama Guaidó de fantoche apoiado pelos EUA, tentando derrubá-lo em um golpe violento e argumentou que a oposição boicota as eleições porque sabem que perderiam.

    A decisão dos partidos ocorre depois que o Supremo Tribunal, aliado à Maduro, nomeou o diretor da CNE, que supervisiona as eleições, uma função que a Constituição atribui à Assembleia Nacional.

    O tribunal também nomeou políticos amplamente vistos como aliados do partido socialista no poder para postos de liderança nos partidos de oposição.

    (Com informações da agência Reuters)