"Orgulho e medo": Noy Leyb viajou dos EUA a Israel para servir Exército após ataques do Hamas

Nascido e criado no Canadá, ele disse ter sentido que era seu "dever" se voluntariar para as Forças de Defesa de Israel

Gabe Cohen, da CNN
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Dentro de seu apartamento, em Manhattan, Noy Leyb diz que não conseguiu dormir na noite de sexta-feira (6), após a notícia do ataque surpresa do grupo radical islâmico Hamas em Israel, que recebeu após o jantar, quando se preparava para dormir.

Ele vive nos Estados Unidos há três anos, e assistiu com horror enquanto israelenses eram raptados e mortos. Então, fez as malas.

“Foi descrença e, depois, aceitação”, disse Leyb. “E então foi tipo, como vamos pegar um voo? Como farei para voltar?"

Ele reservou o primeiro voo que conseguiu encontrar de volta a Israel e chegou na noite de domingo (8), vendo que reservistas das Forças de Defesa de Israel (IDF). estavam sendo chamados para lutar.

Leyb, 32 anos, é cofundador da "BachPlace", uma startup de tecnologia em Nova York. Ele nasceu e foi criado no Canadá e diz ter se mudado para Israel aos 18 anos, para ser voluntário nas FDI.

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“Ninguém me perguntou: 'Você vai voltar?' Nem fui abordado pelos meus oficiais, porque não é normal voltar. Voltei, fui para o norte dar um beijo no meu avô e nos meus pais, peguei meu equipamento e voltei para a base”, relata.

“É apenas o começo de uma guerra potencialmente muito longa”.

Leyb é metralhador em uma unidade de paraquedistas de elite. Ele e seus dois irmãos retornaram à base e se preparam para o conflito.

Em seu colete militar, ele carrega seu quipá e a estrela de David. “Sinto-me, antes de mais nada, orgulhoso e feliz por estar aqui. E também nervoso”, disse.

“Acho que todo mundo, inclusive eu, está com medo. Você sabe, não queremos estar aqui. Há simplesmente aquela sensação de ter que estar presente para o nosso país e para o nosso povo. Senti que é meu dever. Eu não sei como descrever isso".