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    Otan: Parlamentos de países-membros devem aprovar adesão da Finlândia e Suécia

    Para o analista de Internacional da CNN, Lourival Sant’Anna, a adesão das nações nórdicas à aliança deve gerar reação da Rússia

    Henrique Andradeda CNN

    São Paulo

    Os 30 países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) assinaram um protocolo de adesão da Finlândia e a Suécia, nesta terça-feira (5), para permitir que os dois países se juntem à aliança militar assim que os parlamentos aliados ratificarem a decisão.

    Quando confirmada, será a expansão mais significativa da Otan nos últimos 30 anos. “Este é realmente um momento histórico”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, ao lado dos ministros das Relações Exteriores dos dois países.

    Para o analista de Internacional da CNN, Lourival Sant’Anna, a adesão das nações nórdicas à aliança deve gerar reação da Rússia e pode impactar a escalada do conflito russo com a Ucrânia.

    “A Suécia é uma grande fabricante de armas e domina a entrada no Mar Báltico, que banha o enclave russo de Kaliningrado, onde há uma grande frota russa para a região. Já a Finlândia tem cerca de 1.300 quilômetros de fronteira com a Rússia”, avalia.

    “Putin tem duas opções; Ele pode usar isso para escalar o conflito (com a Ucrânia), o que seria suicida. Ou ele ignora isso e propaga a ideia da ameaça do Ocidente e a defesa da Rússia.”

    Ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, e secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, na sede da aliança militar ocidental em Bruxelas / 05/07/2022 Otan/Divulgação via REUTERS

    O processo de adesão à Otan deve levar cerca de um ano, e neste período, a aliança deve continuar auxiliando a Ucrânia, principalmente com o envio de armamentos pesados. Para Lourival, os militares ucranianos aguardam a chegada de novas armas para retomar territórios hoje dominados pelos russos.

    “Putin vai pegar todo o Donbass, até porque a Ucrânia tomou a decisão de recuar, para evitar ‘novos Mariupols’. Em uma nova fase, a Ucrânia tentará retomar a região. O desgaste russo é grande e o tempo está a favor da Ucrânia. O armamento novo deve estar no terreno em agosto, tempo em que a Rússia não tem condições de repor seu efetivo com a mesma qualidade.”