Otan promete ampliar atuação para conter avanço da China

Segundo o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, chineses e os russos não são ameaças separadas

Denise Odorissida CNN

em Londres

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De acordo com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, a próxima reunião dos líderes da aliança militar vai abordar fortemente a defesa dos integrantes diante do crescimento geopolítico da China. Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, ele afirmou que a potência asiática está impactando a segurança europeia.

Alguns dos motivos, segundo Stoltenberg, se devem aos avanços cibernéticos, novas tecnologias militares e mísseis de longo alcance dos chineses. Em agosto, o governo do país asiático testou um míssil hipersônico com capacidade nuclear, o que surpreendeu os governos ocidentais.

O secretário-geral da Otan ainda disse que a Rússia e a China não devem ser vistas como ameaças separadas, pois os dois governos trabalham juntos. Nesta segunda-feira (18), a nação russa anunciou o fim de sua missão diplomática na organização, com sede em Bruxelas, porque a aliança militar acusou de espionagem e expulsou oito russos da missão dias atrás.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, também disse que os funcionários da Otan em Moscou vão perder as credenciais a partir de novembro e que o escritório de informação da aliança na capital da Rússia será fechado.

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