Otan tem que encontrar equilíbrio para lidar com a China, diz Merkel

Chanceler alemã afirma que gigante asiático não deve ser nem subestimado, nem superestimado e chama atenção para ameaças cibernéticas e as ameaças híbridas

Em sua última cúpula da Otan, Merkel defendeu necessidade de não subestimar nem superestimar a China
Em sua última cúpula da Otan, Merkel defendeu necessidade de não subestimar nem superestimar a China Foto: Reuters

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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) precisa encontrar o equilíbrio certo para lidar com a China, sem subestimar nem superestimar o país, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, após uma cúpula da aliança militar nesta segunda-feira (14), em Bruxelas.

“Se você olhar para as ameaças cibernéticas e as ameaças híbridas, se olhar para a cooperação entre a Rússia e a China, não podemos simplesmente ignorar a China”, disse Merkel a repórteres.  “Mas também não se deve superestimá-lo – precisamos encontrar o equilíbrio certo.”

Merkel, em sua última cúpula da aliança antes de deixar o cargo em setembro, descreveu a chegada do presidente dos EUA, Joe Biden como a abertura de um novo capítulo. 

A líder alemã destacou, ainda, que os chineses são os principais rivais dos países-membro da aliança em várias questões, mas parceiros em outros pontos. Ela disse ainda que a Otan deve sempre oferecer o diálogo, mas deve estar preparada para “ameaças híbridas”.

“Para mim é muito importante que continuemos oferecendo diálogos e discursos políticos, como fazemos com a Rússia, para tentar encontrar soluções. Mas onde há uma ameaça e elas existem na área híbrida, a Otan precisa estar preparada”.

Sobre Moscou, a chanceler alemã afirmou que “ficou claro nas discussões [desta segunda-feira] que a Rússia representa um grande desafio [para a aliança militar]”.

“Esta mudança de situação de segurança foi mencionada várias vezes hoje e tem a ver com o fato de a Rússia, segundo os representantes que aqui estiveram hoje, ver a Otan não como um parceiro, mas como um adversário, o que considero uma pena mais de 20 anos após o fim da Guerra Fria.”

Rússia e China foram os principais pontos destacados no comunicado oficial divulgado pela Otan após a Reunião, com destaque para as várias ameaças apresentadas por Moscou pelos crescentes desafios impostos por Pequim.

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