Países latino-americanos discutem deportações de Trump, diz presidente

Autoridades de nove países iniciaram reuniões na quinta (16), segundo Claudia Sheinbaum, do México

Ivonne Valdés, da CNN
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Vários representantes do México e de outros nove países da América Latina e do Caribe iniciaram reuniões na quinta-feira (16) para coordenar estratégias de proteção aos migrantes nos Estados Unidos, em meio às ameaças de deportação em massa feitas pelo presidente eleito Donald Trump e sua equipe.

Autoridades de Belize, Brasil, Colômbia, Cuba, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras e Venezuela participaram da reunião, informou o Ministério das Relações Exteriores do México em um comunicado. A CNN tenta consultar os vários países sobre as discussões.

O secretário de Relações Exteriores e Cooperação Internacional de Honduras, Enrique Reina, disse após o evento que houve progresso na reunião “para abordar o fenômeno migratório”.

Durante sua entrevista coletiva na sexta-feira (17), a presidente do México Claudia Sheinbaum declarou que sempre defenderá os mexicanos nos EUA e que, para evitar a migração desordenada, é necessário cooperar para o desenvolvimento dos países de origem.

“As pessoas não migram por escolha, mas por necessidade, e a nossa insistência com o governo dos Estados Unidos é que colabore com todos os governos da América Central e da América do Sul para que essas pessoas possam ser atendidas no seu local de origem ”, explicou a presidente.

Enquanto a equipe de Trump prepara decretos de imigração a serem anunciados após sua posse, endurecendo drasticamente as políticas para imigrantes e requerentes de asilo, Sheinbaum garantiu que, em qualquer diálogo com ele, a prioridade será demonstrar a importância dos mexicanos para a economia americana. Ela diz que já existe uma estratégia para receber os migrantes deportados, mas que eles vão aguardar as providências do governo americano.

A presidente reiterou que, devido a uma iniciativa conjunta entre México e Honduras, os chanceleres de vários países se reuniram novamente nesta sexta-feira para definir novas ações de cooperação migratória internacional.