Papa faz defesa do meio ambiente e lembra música de Roberto Carlos

‘Jogar plástico no mar é criminoso. Mata a biodiversidade, mata a Terra, mata tudo’, afirmou Francisco

Philip Pullella e Giulia Segretida Reuters

Cidade do Vaticano

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Despejar plástico em cursos d’água é “criminoso” e tem que acabar se a humanidade quiser salvar o planeta para as gerações futuras, disse o papa Francisco em entrevista à televisão no domingo (6).

Na entrevista de uma hora ao Canal 3 da emissora estatal RAI, Francisco também reiterou alguns dos principais temas de seu papado, condenando gastos excessivos em armamentos, defendendo os direitos dos imigrantes e condenando a rigidez ideológica dos conservadores na Igreja.

Francisco, que tem feito da defesa do meio ambiente um pilar de seu pontificado, contou que pescadores italianos o procuraram um ano e lhe disseram que encontraram muitas toneladas de plástico no mar Adriático. Na vez seguinte que o papa os viu, eles disseram que haviam encontrado o dobro e se encarregaram de ajudar a limpar um pouco.

“Jogar plástico no mar é criminoso. Mata a biodiversidade, mata a Terra, mata tudo”, disse ele.

Cuidar das gerações é um processo de educação em que precisamos nos engajar, afirmou ele, citando uma música do cantor brasileiro Roberto Carlos em que um menino pergunta ao pai por que o rio não canta mais e o pai responde que já não existe mais.

Questionado sobre seu gosto musical, Francisco, que fez uma visita surpresa a uma loja de discos de Roma no mês passado, disse que gosta principalmente de música clássica, mas também de tango.

Em resposta a uma pergunta sobre guerra, Francisco disse: “Pensem nisso. Se parássemos de fabricar armas por um ano, poderíamos alimentar e educar o mundo inteiro. Nos acostumamos com as guerras. É difícil, mas é a verdade.”

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