Papa Francisco visita acampamento de imigrantes na ilha grega de Lesbos

Em sua visita à ilha grega em 2016, o pontífice caminhou pelo superlotado campo de Moria e trouxe 12 refugiados sírios de volta para Roma com ele

Philip PullellaLefteris Papadimasda Reuters

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O Papa Francisco visita a ilha de grega de Lesbos neste domingo (5) para se encontrar com requerentes de asilo em um acampamento para imigrantes em sua segunda visita à ilha grega.

Francisco está em uma viagem de cinco dias ao Chipre e à Grécia. Durante a viagem, ele destacou as lutas dos refugiados e imigrantes, uma questão que se tornou um dos principais temas de seu papado.

Em sua visita à ilha grega em 2016, no auge da crise de imigração na Europa, Francisco caminhou pelo esquálido e superlotado campo de Moria e trouxe 12 refugiados sírios de volta para Roma com ele.

O campo de Moria pegou fogo no ano passado depois de se tornar um símbolo da resposta vacilante da Europa a uma crise de imigração que deixou grande parte do fardo para ser carregado por pequenas ilhas como Lesbos.

Neste domingo, o papa visita o campo temporário que foi montado às pressas após o incêndio em um campo do exército, onde vivem cerca de 2.300 pessoas, a maioria requerentes de asilo.

Dezenas de policiais foram deslocados para o local e os imigrantes faziam fila para entrar na tenda onde o papa deveria falar.

“A questão da imigração não pode afetar desproporcionalmente os países nas fronteiras da União Europeia”, disse o ministro da Migração, Notis Mitarachi, neste domingo.

A Grécia, assim como outros países mediterrâneos como a Itália, Espanha e Chipre, há muito é a porta de entrada na União Europeia para pessoas que fogem da guerra, pobreza ou perseguição no Oriente Médio, Ásia e África.

Embora o número de pessoas que viajaram da Turquia para a Grécia tenha caído dramaticamente nos últimos anos, o governo, temendo uma possível onda de refugiados do Afeganistão tomado pelo Talibã, está endurecendo sua política de migração.

As atitudes públicas em relação aos migrantes também se tornaram cada vez mais hostis.

A Grécia está sendo criticada por grupos de defesa dos direitos humanos por construir centros fechados de detenção “semelhantes a prisões” para imigrantes em cinco ilhas próximas à Turquia, incluindo Lesbos, e por interceptar barcos de migrantes no mar.

Antes da visita do papa, cerca de duas dezenas de requerentes de asilo, alguns dos quais estão no limbo em Lesbos há anos, se reuniram para a missa em uma pequena igreja católica romana.

“Esperamos que com esta visita, talvez algo possa mudar”, disse Landrid, um homem de 42 anos que fugiu de uma insurgência separatista em Camarões.

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