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    Papa pede que iraquianos deixem para trás a violência e dêem uma chance à paz

    Em seu discurso no palácio, Francisco criticou interesses estrangeiros e de facções que desestabilizaram o Iraque e atingiram cidadãos comuns

    Papa Francisco discursa no palácio presidencial do Iraque
    Papa Francisco discursa no palácio presidencial do Iraque Foto: REUTERS

    Tarek Fahmy, Charlotte Bruneau e Nadeen Ebrahim,

    da Reuters

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    O Papa Francisco, durante a primeira viagem de um Pontífice para o Iraque, fez um apelo emocionado nesta sexta-feira (5) pelo o fim dos ataques violentos, do fratricídio e dos conflitos religiosos que se tornaram “uma praga” no país por décadas, afirmando que conciliadores pacíficos devem ser ouvidos. 

    “Que o conflito entre armas seja silenciado…que haja um fim para atos de violência e extremismo”, disse em discurso no palácio presidencial, na presença do presidente iraquiano Barham Salih, políticos e diplomatas.

    Francisco aterrissou no aeroporto de Bagdá sob um forte esquema de segurança, após dizer a jornalistas dentro do avião que sente que é seu dever fazer a viagem “emblemática”, pois o país tem “sido martirizado por muitos anos”.

    Em seu discurso no palácio, Francisco criticou interesses estrangeiros e de facções que desestabilizaram o Iraque e região, e atingiram cidadãos comuns de forma mais cruel.

    “O Iraque sofreu os efeitos desastrosos de guerras, os flagelos do terrorismo e dos conflitos sectários, geralmente baseados em um fundamentalismo incapaz de aceitar a coexistência pacífica de diferentes grupos étnicos e religiosos”, disse o Papa.

    A segurança do Iraque foi incrementada após a derrota do grupo terrorista Estado Islâmico, em 2017, mas o país continua sendo um palco para acertos de contas globais e regionais, especialmente da rivalidade entre Estados Unidos e Irã, que se desenrola em solo iraquiano.

    A invasão norte-americana em 2003, após anos de sanções internacionais e uma guerra devastadora com o Irã instigada pelo ex-líder Saddam Hussein na década de 1980, levaram o Iraque a conflitos sectários e a uma má gestão crônica, que gera dificuldades desde então.

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