Papamóvel usado por Francisco vira clínica móvel para crianças de Gaza
Veículo foi usado pelo pontífice em 2014 durante uma visita à cidade de Belém

O papamóvel usado pelo papa Francisco durante uma visita à cidade de Belém há mais de uma década foi transformado em uma clínica móvel.
Líderes cristãos esperam que, em breve, o veículo seja usado para fornecer atendimento a crianças palestinas em Gaza.
A iniciativa foi autorizada por Francisco antes de sua morte, em abril, e confiada à organização católica Cáritas, que supervisionou o projeto de conversão do veículo, apresentado na terça-feira (25).
Francisco usou a picape Mitsubishi adaptada e doada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, durante sua visita a Belém em 2014.

A plataforma aberta na parte traseira do veículo, onde o papa ficou enquanto percorria a cidade, foi agora fechada e transformada em uma área de tratamento infantil.
"Este veículo é um testemunho de que o mundo não se esqueceu das crianças de Gaza", disse o cardeal Anders Arborelius, de Estocolmo.
Anders abordou Francisco antes de sua morte sobre a ideia da Cáritas de converter o antigo papamóvel em uma clínica pediátrica móvel.
O secretário-geral da Cáritas Suécia, Peter Brune, afirmou que a clínica móvel tem capacidade para atender cerca de 200 crianças por dia.
Ainda não está claro quando o veículo vai entrar em Gaza, onde um cessar-fogo ainda se mantém formalmente, apesar dos frequentes ataques aéreos israelenses ao território palestino.
O COGAT, órgão do governo israelense responsável por coordenar a entrada de ajuda humanitária no território, se recusou a comentar quando questionado sobre o pedido.
O padre Ibrahim Faltas, representante dos Frades Franciscanos junto ao Estado da Palestina, disse esperar que o veículo seja levado para Gaza em um "futuro próximo", afirmando à agência Reuters que o veículo transformado em clínica está pronto para ajudar crianças em Gaza.
"Sabemos o quanto o papa Francisco amava o povo da Terra Santa, o povo de Belém e, especialmente, o povo de Gaza", afirmou Faltas.


