Parlamento da Coreia do Sul discute impeachment do presidente após Lei Marcial

Oposição precisa de cerca de oito integrantes do partido governante para apoiar a mudança

Da CNN Brasil
Legisladores sentam-se dentro do salão da Assembleia Nacional, depois que o presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol declarou lei marcial em 4 de dezembro.  • Kim Hong-Ji/Reuters
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A Assembleia Nacional da Coreia do Sul está reunida para discutir uma moção de impeachment contra o presidente Yoon Suk Yeol.

A moção será ouvida em uma sessão plenária e votada pelos legisladores na sexta-feira (6) à meia-noite ou no sábado (7) à meia-noite, no horário local.

Seis partidos de oposição apresentaram um projeto pedindo o impeachment de Yoon depois que ele declarou Lei Marcial — medida revogada horas mais tarde.

O principal partido de oposição, o Partido Democrata, disse que começou a formalizar planos de acusação de traição contra o presidente.

A oposição precisa de cerca de oito integrantes do partido governante para conseguir apoio para a moção.

Protestos e pedido de renúncia

O maior grupo sindical do país afirmou que seus integrantes fariam greve até que o presidente renuncie. Manifestantes também exigem que Yoon deixe o cargo.

O ministro da Defesa, o chefe de gabinete e outros altos funcionários de Yoon apresentaram suas renúncias.

O chefe de Estado sul-coreano declarou Lei Marcial em um discurso surpresa tarde da noite de terça-feira (3), acusando o Partido Democrata de simpatizar com a Coreia do Norte e de atividades “anti-Estado”.

Durante a madrugada, os legisladores forçaram a passagem entre soldados para o Parlamento e votaram para derrubar o decreto.

Yoon acatou a decisão da Assembleia Nacional e revogou a medida.