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    Parlamento de Israel rejeita reconhecimento “unilateral” do Estado palestino

    Declaração simbólica recebeu o apoio de membros da oposição, com 99 dos 120 parlamentares votando a favor

    Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
    Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu 18/02/2024REUTERS/Ronen Zvulun

    Ari Rabinovitchda Reuters

    Os parlamentares de Israel votaram favoravelmente nesta quarta-feira (21) à rejeição pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a qualquer reconhecimento “unilateral” de um Estado palestino, à medida que aumentam os apelos internacionais para a retomada das negociações para sua criação.

    Emitida em meio à guerra em Gaza entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, a declaração simbólica também recebeu o apoio de membros da oposição, com 99 dos 120 parlamentares votando a favor, disse o porta-voz do Knesset.

    A posição israelense diz que qualquer acordo permanente com os palestinos deve ser alcançado por meio de negociações diretas entre as partes e não por imposições internacionais.

    “O Knesset se uniu em uma maioria esmagadora contra a tentativa de nos impor o estabelecimento de um Estado palestino, que não só não trará paz, mas colocará em perigo o Estado de Israel”, disse Netanyahu.

    A votação atraiu a condenação do Ministério das Relações Exteriores da Palestina, que acusou Israel de manter os direitos do povo palestino como reféns por meio da ocupação forçada de territórios onde os palestinos buscam estabelecer um Estado.

    “O ministério reafirma que a adesão plena do Estado da Palestina às Nações Unidas e seu reconhecimento por outras nações não requerem a permissão de Netanyahu”, disse o ministério em um comunicado.

    Pouco progresso tem sido feito no sentido de alcançar uma solução de dois Estados – um Estado palestino na Cisjordânia ocupada e em Gaza ao lado de Israel – desde a assinatura dos Acordos de Oslo na década de 1990.

    Entre os obstáculos que impedem a formação do Estado palestino estão a expansão dos assentamentos israelenses nos territórios que Israel conquistou na guerra de 1967. A maioria dos países considera os assentamentos, que em muitas áreas separam as comunidades palestinas umas das outras, como uma violação da lei internacional.

    A solução de dois Estados é, há muito tempo, uma política ocidental fundamental na região. Desde a eclosão da guerra em Gaza, em outubro, os Estados Unidos vêm tentando promover medidas para a criação de um Estado palestino como parte de um acordo mais amplo no Oriente Médio que incluiria a normalização oficial das relações com Israel por parte da Arábia Saudita e de outros Estados árabes.