Pelo menos 16 navios foram atacados perto do Irã desde o início da guerra

Embarcações foram alvo enquanto estavam no Golfo Pérsico, próximas ao Estreito de Ormuz

Maureen Chowdhury, da CNN
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O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou suas ameaças contra o Irã hoje e disse que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, a menos que Teerã cumpra seu prazo para reabrir o Estreito de Ormuz.

As ameaças e os ataques do Irã a embarcações no Golfo aumentaram o risco de trânsito a ponto de interromper quase todo o tráfego pela estreita via navegável, que é a principal rota para cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo, além de fertilizantes que ajudam no cultivo das plantações das quais o mundo depende.

Mais de uma dúzia de embarcações no Golfo Pérsico, perto do Estreito de Ormuz, foram atacadas desde o início da guerra.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.

(Com informações de Lauren Kent e Annette Choi, da CNN)

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