Petroleiro da Venezuela apreendido pelos EUA irá para Houston, dizem fontes
Em resposta à ação, o líder venezuelano Nicolás Maduro classificou a medida como "pirataria naval criminosa"

O superpetroleiro "Skipper", apreendido pelos Estados Unidos perto da Venezuela esta semana como parte de uma estratégia de aumento da pressão contra o líder Nicolás Maduro, está a caminho de Houston.
O navio petroleiro, que transporta cerca de 1,85 milhão de barris de petróleo bruto pesado da Venezuela, de acordo com imagens de satélite analisadas pela TankerTrackers.com, é grande demais para entrar no porto de Houston e precisará ancorar nas proximidades e descarregar a carga em navios menores, acrescentaram as fontes.
O setor Houston-Galveston da Guarda Costeira dos EUA e o Porto de Houston não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
A PDVSA, estatal petrolífera venezuelana e vendedora da carga, também não respondeu ao pedido de comentários.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou esta semana que o petroleiro foi interceptado e retido em cumprimento a um mandado de apreensão.
A autoridade marítima da Guiana declarou que a embarcação estava hasteando falsamente a bandeira do país.
A apreensão da embarcação alvo de sanções aumentou drasticamente as tensões entre Washington e Caracas.
Os Estados Unidos está se preparando para interceptar mais navios que transportam petróleo venezuelano, disseram fontes familiarizadas com o assunto na quinta-feira (11).
Em resposta à ação, o ditador venezuelano Nicolás Maduro condenou veementemente os EUA classificando a medida como "pirataria naval criminosa".
Em um pronunciamento televisionado, Maduro acusou os EUA de realizarem "um ataque militar, sequestro e roubo como nos Piratas do Caribe" contra o que ele descreveu como um navio mercante civil privado.


