Polícia britânica prende três suspeitos de espionagem para a Rússia
Grupo com um homem de 41 anos, um homem de 46 anos e uma mulher de 35 anos foi acusado de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro no condado de Essex, a nordeste de Londres

A polícia britânica informou, nesta quinta-feira (18), que prendeu três pessoas sob suspeita de espionagem para a Rússia.
O grupo — um homem de 41 anos, um homem de 46 anos e uma mulher de 35 anos — foi preso sob suspeita de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro no condado de Essex, a nordeste de Londres, segundo um comunicado da Polícia Metropolitana de Londres.
Eles foram presos como parte de uma investigação antiterrorista sobre suspeitas de infrações à Lei de Segurança Nacional, disse o comunicado, e levados para uma delegacia de polícia em Londres.
Os policiais realizaram buscas em dois endereços em Essex. As três pessoas foram liberadas sob fiança condicional, enquanto a investigação continua, informou a polícia.
A CNN entrou em contato com a embaixada russa em Londres para obter comentários.
O comandante Dominic Murphy, chefe do Comando Antiterrorismo, disse: “Por meio de nosso recente trabalho de caso de segurança nacional, estamos vendo um número crescente de pessoas que descreveríamos como 'proxies' sendo recrutadas por serviços de inteligência estrangeiros.”
Murphy citou como exemplo um recente ataque incendiário a um armazém administrado por um ucraniano em Leyton – uma cidade no leste de Londres –, perpetrado por agentes em nome do Grupo Wagner da Rússia.
No entanto, ele enfatizou que as prisões desta quinta-feira não estavam relacionadas a essa investigação.
As relações entre o Reino Unido e a Rússia pioraram desde que Moscou lançou sua invasão em grande escala na Ucrânia e o Kremlin negou acusações anteriores de espionagem.
Vários países europeus acusaram a Rússia de realizar atividades de espionagem e sabotagem.
Na quarta-feira, a Lituânia acusou a Rússia de estar por trás das detonações de encomendas transportadas pela DHL e DPD na Europa em 2024, como parte de um teste para desencadear explosões em voos de carga para os Estados Unidos.



