Polícia espanhola apreende mais de 2 toneladas de cocaína escondida em carvão

A investigação policial prendeu 12 pessoas que podem estar envolvidas em uma rede de tráfico de drogas com conexões no Brasil

Mais de 2kg de cocaína foi apreendido no porto de Algeciras, no sul da Espanha.
Mais de 2kg de cocaína foi apreendido no porto de Algeciras, no sul da Espanha. Foto: Policia Nacional

Jack Guy, da CNN

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A polícia espanhola apreendeu 2.065 kg de cocaína que estavam escondidos em um carregamento de 40 toneladas de carvão vegetal no porto de Algeciras, no sul da Espanha. A investigação culminou com a prisão de 12 pessoas supostamente envolvidas em uma grande rede de tráfico de drogas com conexões no Paraguai e no Brasil.

As autoridades investigaram a rede (cujos membros haviam tentado cobrir seus rastros através da criação de negócios legítimos) por mais de um ano, de acordo com uma declaração da polícia federal espanhola. 

No início de 2020, a polícia identificou membros da organização, com sede nas províncias de Murcia e Sevilha, que estavam trabalhando com um negócio aparentemente legítimo, o de importação de dezenas de contêineres de carvão vegetal da América do Sul para o porto de Barcelona.

Entretanto, segundo a polícia, complicações devido a problemas de armazenamento e à pandemia de coronavírus fizeram com que o grupo transferisse as operações para o porto de Algeciras, no sul da Espanha, em meados de abril.

A polícia reuniu informações sobre a estrutura da rede, que incluía duas famílias com membros-chave no Brasil e no Paraguai que coordenavam os carregamentos de cocaína, e outros em Sevilha que criaram empresas para aparentemente trabalhar com a importação de carvão vegetal, arroz, melaço e produtos médicos.

As autoridades policiais ainda disseram que os líderes da rede recrutaram pessoas para atuarem como fachada para esconderem seu envolvimento, e um conhecido lavador de dinheiro com sede em Valência agiu como emissário entre os laranjas e os donos das empresas.

Além disso, a polícia informou que o responsável pela lavagem de dinheiro usou criptomoedas para esconder o dinheiro, e que é conhecido por trabalhar com “muitos grupos criminosos do Leste Europeu e da América do Sul” envolvidos com o tráfico de drogas, armas e pessoas.

A sofisticação da rede fez com que a polícia grampeasse mais de 100 telefones e seguisse suspeitos em várias províncias espanholas.

Durante a investigação, os agentes também fizeram buscas em 16 residências e empresas, além de revistar quase 200 contêineres enviados do Brasil e do Paraguai para a Espanha, segundo o comunicado.

Todos os 12 foram acusados, sendo que seis foram mantidos sob custódia, e seis foram liberados sob condições específicas. Os nomes e a localização dos membros da rede não foram divulgados.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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