Polícia investiga "ataque terrorista" na Ucrânia após explosões e morte
Pelo menos um policial morreu e mais de vinte pessoas ficaram feridas, segundo autoridades

Pelo menos uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas em explosões que atingiram a cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, na madrugada deste domingo (22), em um ataque que as autoridades classificaram como "terrorista".
Uma policial de 23 anos morreu no ataque, enquanto uma viatura e um veículo civil foram danificados, informou a promotoria. Mais de 20 pessoas ficaram feridas, segundo a polícia.
As explosões ocorreram enquanto a polícia respondia a um chamado de emergência sobre um arrombamento em uma loja perto do centro da cidade, segundo a promotoria regional de Lviv.
A primeira explosão ocorreu após a chegada da polícia ao local, e foi seguida por outra após a chegada de uma segunda equipe.
Artefatos explosivos caseiros foram usados no ataque, plantados em latas de lixo, segundo a Polícia Nacional da Ucrânia, citando investigações preliminares. A promotoria regional de Lviv informou que abriu uma investigação sobre "um ato terrorista que causou graves consequências".
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo (22) que várias pessoas foram detidas, incluindo uma suspeita de ter realizado o ataque.
A polícia informou que uma mulher de 33 anos foi detida na cidade de Staryi Sambir, no oeste do país, perto da fronteira com a Polônia.
Segundo autoridades, a mulher é suspeita de ter realizado o ataque a mando de um contato na Rússia.
Oficiais identificaram Viktoria Shpylka como a policial morta no ataque.
“Seus colegas a descrevem como sensível, inteligente e sincera. Ela sabia como apoiar, ouvir e encontrar uma palavra de conforto mesmo nos dias mais difíceis”, declarou a polícia.
Shpylka, de 23 anos, havia se casado com um policial no ano passado, de acordo com o comunicado.
Maior ataque aéreo em semanas
Volodymyr Zelensky afirmou neste domingo (22) que a Rússia usou 50 mísseis e quase 300 drones em uma ampla ofensiva contra diversas localidades na Ucrânia durante a noite.
Os ataques atingiram a capital Kiev e seis regiões, de Sumy, no norte, a Odessa, no Mar Negro. Ao menos uma pessoa morreu na região de Kiev, segundo Zelensky, e oito ficaram feridas.
Esse foi o maior número de mísseis disparados em uma única noite desde 3 de fevereiro.
Repórteres da CNN em Kiev relataram múltiplas detonações ao redor da capital durante a noite.
Zelensky disse que os ataques russos estavam focados na infraestrutura energética do país, bem como nas redes ferroviárias e de abastecimento de água.
“Só nesta semana, a Rússia lançou mais de 1.300 drones de ataque contra a Ucrânia, mais de 1.400 bombas aéreas guiadas e 96 mísseis de vários tipos, incluindo dezenas de mísseis balísticos”, falou o líder ucraniano.
“Precisamos de sistemas que neutralizem eficazmente as ameaças balísticas”, acrescentou.
Um ataque com mísseis russos atingiu uma fábrica no norte da Ucrânia, pertencente à multinacional americana Mondelez, que produz salgadinhos e chocolates.
“Este não é um alvo militar, mas sim uma fábrica que opera desde a década de 1990, produzindo marcas mundialmente conhecidas, empregando ucranianos e contribuindo para a nossa economia e a americana”, falou o Ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, em uma publicação no LinkedIn.
Pelo menos quatro aeroportos de Moscou restringiram brevemente os voos, informou a autoridade de aviação civil russa, Rosaviatsia, neste domingo (22).
As restrições ocorreram depois que o prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, afirmou que a cidade foi alvo de uma onda de drones ucranianos – uma alegação que Kiev não comentou publicamente.


