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    Polícia prende juízes em operação contra suposta estrutura criminosa na Justiça do Equador

    Ao todo, 12 pessoas foram detidas; ex-deputado também foi preso

    Militares do Corpo de Fuzileiros Navais do Equador guardam a entrada da Penitenciária do Litoral enquanto o estado de emergência continua em Daule, Guayaquil, Equador, em 13 de janeiro de 2024
    Militares do Corpo de Fuzileiros Navais do Equador guardam a entrada da Penitenciária do Litoral enquanto o estado de emergência continua em Daule, Guayaquil, Equador, em 13 de janeiro de 2024 José Sanchez Lindao/Anadolu via Getty Images

    Ana Maria Canizaresda CNN

    O Ministério Público do Equador, em conjunto com a Polícia Nacional, realizou uma operação em que 12 pessoas foram presas por supostamente estarem envolvidas com o crime organizado, informou o órgão judicial na manhã desta segunda-feira (4).

    Durante o procedimento foram realizadas incursões em mais de dez propriedades na província de Guayas e entre os detidos estavam um ex-deputado e uma ex-funcionária do Tribunal Provincial de Justiça de Guayas.

    Além disso, foram detidos vários juízes do Tribunal de Justiça de Guayas e funcionários administrativos da direção do Conselho Judiciário da mesma província.

    A CNN tenta contato com as defesas dos detidos.

    Durante as operações, foi relatado que as autoridades encontraram diversas evidências, como documentos, equipamentos eletrônicos, joias, armas de fogo, celulares, dinheiro, bebidas alcoólicas, entre outros itens.

    O Ministério Público informou que apresentaria queixa contra os detidos ainda nesta segunda.

    “Limpeza” das instituições equatorianas

    A operação foi chamada pelo Ministério Público de “Expurgo” e, segundo a Procuradora-Geral da República do Equador, Diana Salazar, é derivada do caso Metástase.

    Esse outro caso eclodiu em dezembro do ano passado, após uma megaoperação em diferentes cidades contra a corrupção e o tráfico de drogas, e em que se investiga uma suposta estrutura de corrupção em diferentes instituições do Estado.

    A promotora Diana Salazar relatou, em vídeo publicado no X, que, no caso Expurgo, se tenta apurar a suposta participação dos detidos no crime organizado, com objetivo de continuar com a “limpeza” ou “expurgo” das instituições do país.

    “Temos elementos que mostram a necessidade de limpar o sistema judicial para nos livrarmos da corrupção e da profunda decomposição estrutural que temos assistido nos últimos meses”, ressaltou Salazar.

    A procuradora reiterou que a Justiça não pode ser um espaço para o tráfico de drogas e a corrupção, e garante que em casos como este se combatem forças criminosas, políticas e judiciais que procuram a impunidade.

    “O caso Expurgo é uma demonstração de como a corrupção foi gerada a partir dos mais altos níveis da política legislativa, que colocou a seu serviço e, obviamente, o do tráfico de drogas – a administração da Justiça em uma das províncias mais influentes do país, Guayas”, adicionou.

    “As economias criminosas encontraram um meio operacional muito lucrativo para o florescimento da impunidade”, finalizou.