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    Político pró-Rússia é nomeado primeiro-ministro da Eslováquia pela quarta vez

    Partido de Roberto Fico teve a maior votação nas eleições parlamentares, mas não conseguiu maioria; ele precisou formar coalizão para ser indicado ao cargo

    O então primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, em reunião com o presidente russo Vladimir Putin, no Kremlin, em agosto de 2016.
    O então primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, em reunião com o presidente russo Vladimir Putin, no Kremlin, em agosto de 2016. Kremlin/Divulgação

    Radovan StoklasaHedy Beloucifda Reuters

    Robert Fico, de esquerda, foi nomeado pela quarta vez como primeiro-ministro da Eslováquia, depois de prometer em sua campanha eleitoral acabar com o apoio militar à Ucrânia e criticar as sanções à Rússia. A nomeação ocorreu nesta quarta-feira (25).

    A presidente Zuzana Caputova nomeou Fico e o seu gabinete depois de o seu partido SMER-SSD (Direção Social-Democracia, na tradução) ter vencido as eleições de 30 de setembro e formado uma coalizão com o HLAS (Voz Social-Democracia), de centro-esquerda, e o nacionalista SNS (Partido Nacional Eslovaco).

    Fico renunciou ao cargo de primeiro-ministro em 2018, em meio a protestos públicos em massa contra corrupção e após o assassinato de um jornalista.

    Desta vez, fez forte campanha com base nas promessas de acabar com a ajuda militar oficial eslovaca à Ucrânia, tornar a política externa independente dos parceiros da UE (União Europeia) e dos Estados Unidos, e ser duro em impedir a entrada de imigrantes que procuram chegar à Europa Ocidental. A Eslováquia faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), liderada pelos EUA e pela UE.

    Fico também se manifestou contra o liberalismo político, as atividades de organizações não governamentais (ONGs) e mais direitos para as pessoas transexuais.

    Ele elogiou o líder da vizinha Hungria, Viktor Orbán, de extrema-direita, como um político que defende os interesses do seu país.

    Porém, ao criticar Bruxelas e os Estados Unidos, Fico disse repetidamente que não tem intenção de tirar o país de 5,5 milhões de pessoas da UE ou da Otan.

    Publicado por Salma Freua