Por que a Grécia pode ser o melhor destino de férias da Europa no momento

A Grécia trabalhou duro para adaptar sua oferta turística em uma época de pandemia. País registrou poucos casos de Covid-19

 
  Foto: Unsplash/Artiom Vallat

Barry Neild, da CNN,

em Vathia, na Grécia

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Se você está se perguntando como o coronavírus afetou o sonho de férias na Grécia com seu céu azul, mar mais azul ainda, sol o dia todo e a mais deliciosa salada ao ar livre que você já experimentou, saiba que ele não afetou.

A Grécia trabalhou duro para adaptar sua oferta turística em uma época de pandemia. Por enquanto, pelo menos, isso parece estar valendo a pena, mesmo quando uma segunda onda de infecções ameaça outros destinos europeus.

Graças, em parte, ao fato de que até agora a Grécia registrou poucos casos, visitá-la é quase como viajar para um país onde a Covid-19 nunca aconteceu.

Existem algumas precauções tranquilizadoras, mas as belas praias vazias, os mares cristalinos e as tabernas à beira-mar ainda garantem o relaxamento 100% autêntico da Grécia, necessário para curar a tristeza desses dias.

Vale dizer: nem todo mundo pode visitar a Grécia no momento. O país abriu suas fronteiras apenas para viajantes da União Europeia e de um punhado de outros países, embora autoridades tenham dito que os visitantes dos EUA não possam ir agora, eles provavelmente serão bem-vindos antes do final do verão (com exceção de Tom Hanks, recentemente agraciado com o título de cidadão grego, assim como sua esposa, e portanto livres para entrar no país). 

Os visitantes precisam preencher a papelada antes da partida, fornecendo detalhes de onde ficarão. Na chegada, são selecionados aleatoriamente para ser submetidos a testes. Se algum viajante obtiver resultado positivo para o teste no desembarque, os demais passageiros e tripulantes do mesmo voo devem ficar em quarentena por 14 dias.

Apesar do meu nervosismo antes do voar para a Grécia em 16 de julho – num dos primeiros voos entre Londres e Atenas após a suspensão da proibição de chegadas a partir do Reino Unido, que acontecera um dia antes –, fiz uma viagem tranquila.

Os passageiros se comportaram, usando máscaras durante o voo da British Airways. Havia checagens de documentos na imigração, mas nenhum sinal de gente sendo testada com swabs (aqueles cotonetes imensos) na garganta e nariz.

O que não quer dizer que isso não esteja sendo realizado. Embora aceite que alguns viajantes estejam inevitavelmente infectados pelo coronavírus, a Grécia precisa desesperadamente contê-los para manter seu setor do turismo, que é vital para a economia do país, em atividade pelo resto do verão.

Superado o controle no aeroporto, a Grécia estará lá, esperando por você.

Encostas acidentadas – cobertas por ciprestes, olivais ou pomares de citrinos – descem para praias de areia macia e águas azul-marinho. No final do dia, um pôr do sol líquido banha o céu e a paisagem em um espectro reconfortante de tons laranjas e rosas.

Hotéis e pousadas estão fazendo o possível para que os hóspedes se sintam seguros. Telas foram instaladas nas mesas de check-in, os funcionários usam máscaras e, às vezes, luvas e protetores faciais de plástico, mesmo que sejam desconfortáveis.

“Sinto que estou prestes a mergulhar nessa máscara”, contou Takis Zotos, que dirige a Pension Marianna, uma pousada na cidade portuária turística de Nafplio, na península do Peloponeso, no sul da Grécia, suando muito dentro de seu protetor facial de plástico.

O álcool em gel para as mãos está presente em todos os lugares – nos saguões dos hotéis, nas áreas internas e externas e até em pequenas garrafas no banheiro, ao lado do xampu e sabonete líquido gratuitos. Às vezes, controles remotos de TV e ar condicionado são embrulhados em plástico.

Sinais e marcações no piso tentam impor uma diretriz de distância social de dois metros que nem sempre é prática. Porções de café da manhã individuais, em vez do rico bufê tradicional, parecem ainda ser um trabalho logisticamente complicado em andamento.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês)

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