Por que os Estados Unidos não apoiam a principal opositora de Maduro?
Segundo Trump, María Corina Machado não teria apoio ou respeito para governar a Venezuela
Enquanto o Secretário de Estado Marco Rubio, no domingo (4), elogiava a ganhadora do prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, e seu movimento democrático, ele disse que a realidade da situação é que a maioria da oposição deixou o país.
“A realidade imediata é que, infelizmente e tristemente, a grande maioria da oposição não está mais presente dentro da Venezuela. Temos questões de curto prazo que precisam ser resolvidas imediatamente,” disse Rubio em uma entrevista a uma emissora americana.
No sábado (3), enquanto anunciava a operação que capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro, Trump foi questionado se sabia a localização de Machado e se havia entrado em contado com ela. O presidente disse não saber onde a opositora estaria e que acreditava que ela não teria apoio do país para governá-lo.
"Eu acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem o apoio, nem o respeito dentro do país. Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito", disse o republicano.
Rubio argumentou que aqueles que permanecem no governo de Maduro, incluindo a vice presidente Delcy Rodríguez, serão “muito mais conformistas” do que Maduro após sua captura.
“Nós fomos lá, pegamos ele [Maduro]. Ele foi preso, e agora está em Nova York. Nenhum americano foi morto, nenhum equipamento foi perdido. Tinha que ser feito, e foi feito. E eu garanto a vocês, as pessoas que ficaram para trás na Venezuela, agora que estão no comando da polícia e de tudo o mais, garanto que elas provavelmente serão muito mais conformistas do que Maduro foi, como resultado disso,” disse Rubio.
Apoio à oposição venezuelana nas eleições de 2024
Os EUA e a maioria dos governos ocidentais reconhecem Edmundo González Urrutia, aliado de María Corina Machado que está em exílio autoimposto na Espanha, como o legítimo vencedor das eleições presidenciais contestadas de 2024 na Venezuela.
Marco Rubio ligou para González e Machado logo após se tornar secretário de Estado em janeiro de 2025, com seu porta-voz se referindo a González como “o legítimo presidente da Venezuela”.



