Por que Trump e Xi Jinping se reuniram em um aeroporto?

Autoridades americanas e chinesas trabalharam juntas para planejar o encontro, com os detalhes da reunião cuidadosamente orquestrados para proteger os líderes mundiais

Helen Regan e Kristen Holmes, da CNN
Aeroporto Internacional de Gimhae
O Air Force One está estacionado em uma pista do Aeroporto Internacional de Gimhae enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma reunião bilateral na Base Aérea de Gimhae em 30 de outubro de 2025 em Busan, Coreia do Sul.  • Andrew Harnik/Getty Images
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O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com os líderes do Japão e da Coreia do Sul no suntuoso Palácio Akasaka, em Tóquio, e no histórico Museu Nacional de Gyeongju.

Mas o encontro mais importante de sua viagem de três etapas pela Ásia – com o líder chinês Xi Jinping – aconteceu em um local bem menos grandioso do Aeroporto Internacional de Gimhae, na cidade sul-coreana de Busan, longe dos eventos da APEC que estão ocorrendo em Gyeongju.

Fontes disseram anteriormente à CNN que isso se deve a questões de agendamento.

Autoridades americanas e chinesas trabalharam juntas para planejar o encontro crucial entre Trump e Xi, com os detalhes da reunião cuidadosamente orquestrados para proteger ambos os líderes mundiais.

Inicialmente, esperava-se que Trump partisse um dia antes, e a Casa Branca havia planejado se reunir com Xi antes dessa partida.

Mas realizar uma cúpula entre os líderes naquele dia significaria uma reunião apressada à noite.

Assim, as autoridades decidiram que uma reunião na manhã do dia seguinte seria mais conveniente para ambos os líderes mundiais.

Trump está se reunindo com Xi enquanto a delegação dos EUA se prepara para deixar a Ásia e Xi chega para uma visita de Estado à Coreia do Sul, disseram as autoridades.

Tensões entre EUA e China

As tensões reacenderam nas últimas semanas devido à expansão dos controles de exportação por Washington e ao endurecimento das restrições à exportação de terras raras pela China.

Essa escalada de retaliações levou Trump a prometer novas tarifas de 100% sobre produtos chineses a partir de 1º de novembro.

Mas os Estados Unidos e a China fizeram progressos aparentes durante o fim de semana, após a última rodada de negociações comerciais na Malásia.

A estrutura do acordo comercial abriu caminho para um encontro entre Trump e Xi à margem da cúpula de CEOs da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul.