Presidente eleito da Bolívia pede atuação na fronteira com Brasil contra CV

Após Argentina e Paraguai, Rodrigo Paz quer mais medidas de segurança contra entrada de criminosos

Luciana Taddeo, da CNN Brasil, Buenos Aires
Presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz  • Jorge Mateo Romay Salinas/Anadolu via Getty Images
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O presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz, pediu nesta quarta-feira (29) que o atual governo estabeleça maior controle na fronteira com o Brasil para evitar a entrada de criminosos no país, após megaoperação no Rio de Janeiro contra a facção Comando Vermelho, que deixou mais de 120 mortos.

"A Bolívia não pode permitir que estruturas criminosas estrangeiras se infiltrem em seu território, nem comprometam a segurança do Estado. O país exige coordenação, responsabilidade e firmeza”, afirmou Paz em nota.

No texto, Paz pede ao atual presidente boliviano, Luis Arce, que determine "imediatamente todas as medidas de controle e segurança necessárias para evitar a entrada no território nacional de integrantes de organizações criminosas provenientes do Brasil”.

O texto ainda faz referência aos “graves episódios de violência ocorridos recentemente no Rio de Janeiro” e afirma que a proteção das fronteiras bolivianas e a proteção dos cidadãos "devem ser uma prioridade nacional, acima de qualquer diferença política".

A CNN entrou em contato com o governo boliviano para saber se medidas foram tomadas para reforçar controles na fronteira e aguarda retorno.

Na quarta-feira (29), a Argentina ativou alerta máximo nas fronteiras contra a possível fuga de criminosos do Brasil para o território argentino.

Em documento enviado à Secretaria de Segurança Nacional, a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, pede que os agentes posicionados na fronteira recebam um manual de reconhecimento de sinais de integrantes de organizações criminosas.

O Paraguai, por sua vez, determinou reforço dos controles migratórios e de trânsito fronteiriço, patrulhas e monitoramento de zonas fronteiriças, operações de inteligência e vigilância estratégica e ações coordenadas com a Argentina e o Brasil.