Primeiro-ministro etíope dá ultimato para rendição de forças regionais do Tigré

Guerra já matou centenas e enviou mais 30 mil refugiados para o país vizinho, o Sudão

Etíopes que deixaram região de Tigré aguardam para serem encaminhados para receber alimentos, na fronteira entre a Etiópia e o Sudão
Etíopes que deixaram região de Tigré aguardam para serem encaminhados para receber alimentos, na fronteira entre a Etiópia e o Sudão Foto: World Food Program/Divulgação via REUTERS

Da Reuters

Ouvir notícia

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, deu às forças regionais do Tigré um ultimato de 72 horas para se renderem antes que os militares do país iniciem uma ofensiva na capital regional de Mekelle. “Pedimos que vocês se entreguem pacificamente dentro de 72 horas, reconhecendo que estão em um ponto sem volta”, disse Abiy em uma mensagem no Twitter neste domingo (22).

As forças do Tigré não puderam ser contatadas imediatamente para comentar o assunto. Um porta-voz militar havia dito, anteriormente, que tropas etíopes cercariam Mekelle com tanques e poderiam bombardear a cidade para forçar a rendição dos rebeldes.

Leia também:

G20 pode suspender a dívida de países pobres por mais seis meses, se necessário

Um ano após premiê ganhar Nobel da Paz, Etiópia está à beira de guerra civil

A Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), que se recusa a entregar seu domínio na região norte, disse que suas forças estão cavando trincheiras e se mantendo firmes.

A Reuters não conseguiu confirmar as mais recentes declarações sobre a guerra. As alegações dos dois lados são difíceis de verificar porque a comunicação por telefone e internet foi derrubada.

A guerra já matou centenas, possivelmente milhares, e enviou mais de 30.000 refugiados para o vizinho Sudão.

Mais Recentes da CNN