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    Primeiro-ministro sueco definirá comissão sobre Covid-19 antes do verão europeu

    Mais de 4 mil pessoas na Suécia –quase metade delas residentes de casas de repouso– morreram na pandemia, taxa per capita maior do que em outros países nórdicos

    Primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, em uma conferência da União Europeia
    Primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, em uma conferência da União Europeia Foto: Christian Hartmann - 21.fev.2020/Reuters

    A Suécia vai definir uma comissão sobre o tratamento da pandemia pelo país antes do verão local, afirmou o primeiro-ministro, Stefan Lofven, em entrevista a um jornal nesta segunda-feira (1º), em meio às críticas crescentes sobre mortes em casas de repouso e à falta de testes.

    Lofven disse anteriormente que uma comissão seria nomeada assim que a crise terminasse, mas estava sob pressão para agir mais cedo.

    “Precisamos adotar uma abordagem geral para ver como funcionou a níveis nacional, regional e local”, disse o primeiro-ministro em entrevista ao diário sueco Aftonbladet. “Tomaremos uma decisão por uma comissão antes do verão”, disse.

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    A Suécia adotou uma abordagem mais liberal para combater o novo coronavírus do que seus vizinhos, deixando a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas, baseando-se em medidas voluntárias focadas na boa higiene e no distanciamento social para conter o surto.

    Mais de 4 mil pessoas na Suécia –cerca de metade delas residentes de casas de repouso– morreram na pandemia, uma taxa per capita muitas vezes maior do que em outros países nórdicos, os quais impuseram restrições mais rígidas.

    Embora a taxa de mortalidade ao longo do surto tenha sido menor do que em alguns países que optaram por quarentenas rígidas, como Itália e Reino Unido, a Suécia teve o maior número de mortes por Covid-19 na Europa em relação ao tamanho da população durante o mês de maio.

    Os testes para a doença também ficaram bem abaixo do nível de outros países nórdicos, atingindo apenas um terço da meta do governo de 100 mil testes por semana, provocando críticas de partidos da oposição, tanto da direita quanto da esquerda.