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    Principal hospital de Gaza só tem energia para mais 24 horas, dizem Médicos Sem Fronteiras

    Al-Shifa atende diversos pacientes crônicos, com diabete e câncer, além de recém-nascidos e grávidas; civis refugiados dos bombardeios também se abrigam na instalação

    Destruição em Gaza após ataques de Israel deixa população sem energia, água e outros suprimentos
    Destruição em Gaza após ataques de Israel deixa população sem energia, água e outros suprimentos REUTERS/Mohammed Salem

    Sahar AkbarzaiJo Shelleyda CNN

    A principal instalação médica da Faixa de Gaza, o Hospital Al-Shifa, só tem combustível suficiente para alimentar seus geradores por, no máximo, mais 24 horas, disseram os Médicos Sem Fronteiras (MSF) nesta quinta-feira (19).

    “Sem eletricidade, muitos pacientes morrerão”, disse Guillemette Thomas, coordenadora médica de MSF na Palestina, com sede em Jerusalém.

    Milhares de pessoas ficaram feridas em Gaza desde 7 de outubro, em consequência dos ataques aéreos de Israel, em resposta aos ataques terroristas do grupo radical islâmico Hamas.

    “Acredito que estas pessoas correm sério risco de morrer nas próximas horas, porque está se tornando impossível conseguir cuidados médicos”, disse Thomas.

    Ela alertou que os pacientes em terapia intensiva (UTI), neonatologia (recém-nascidos) e aqueles em máquinas de suporte respiratório correm um risco maior de morte.

    “Pacientes com doenças crônicas, como diabete e câncer, e mulheres grávidas também correm risco devido à escassez geral de medicamentos”, explicou a médica.

    O hospital Al Shifa – onde MSF cuida de pacientes queimados há anos – é um dos poucos lugares que resta em Gaza com eletricidade.

    Atualmente, a unidade também está tratando vítimas da explosão do hospital Al Alhi Baptist, no norte de Gaza, na última terça-feira (17).

    Milhares de palestinos também estão abrigados no hospital Al-Shifa, tendo ido para lá em busca de refúgio seguro contra os constantes bombardeios, disse Thomas.

    O MSF disse que é vital que os hospitais voltem a funcionar e que cessar-fogos regulares sejam garantidos para que combustível e medicamentos sejam levados a essas unidades de saúde.

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