Príncipe Harry chega ao tribunal para início do julgamento contra jornal

Além dele, outros seis autores da ação, incluindo o cantor Elton John, estão processando a editora Associated Newspapers, do veículo britânico Daily Mail

Will Russell, Ben Makori, Gerhard Mey e Hanna Rantala, da Reuters
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A guerra do príncipe Harry contra a imprensa britânica chegou ao confronto final nesta segunda-feira (19), com o início de seu processo por violação de privacidade contra a editora do influente jornal Daily Mail, por supostas ações ilegais que, segundo ele, contribuíram para sua partida para os Estados Unidos.

Harry e outros seis autores da ação, incluindo o cantor Elton John, estão processando a Associated Newspapers por anos de suposto comportamento ilegal, que vai desde a interceptação de linhas telefônicas até a obtenção de registros médicos pessoais.

A Associated rejeitou qualquer irregularidade, classificando as acusações como "difamações absurdas" e parte de uma conspiração.

Ao longo de nove semanas, Harry, John e os outros requerentes — o marido de John, David Furnish, as atrizes Liz Hurley e Sadie Frost, a ativista Doreen Lawrence e o ex-parlamentar britânico Simon Hughes — prestarão depoimento ao Tribunal Superior de Londres e serão interrogados pelos advogados da Associated.

A chegada de Harry ao Supremo Tribunal nesta segunda-feira marcou sua segunda aparição em tribunal como testemunha em três anos, tendo se tornado o primeiro membro da família real britânica a prestar depoimento em 130 anos em 2023, em outro processo judicial.

Funcionários atuais e antigos da Associated Press, incluindo vários editores de jornais nacionais, também serão interrogados pela equipe jurídica dos demandantes. As apostas são altas para os dois lados, não apenas pela reputação da mídia e dos demandantes, mas também porque os custos legais devem chegar a dezenas de milhões de libras.

Críticos afirmam que Harry, o Duque de Sussex, está ressentido com a cobertura desfavorável, desde festas na juventude até desentendimentos com a família e sua saída do Reino Unido anos depois.

Mas os apoiadores dizem que se trata de uma causa nobre contra uma mídia que, por vezes, é imoral.