Príncipe herdeiro saudita defende investigação sobre a morte de Khashoggi
Jornalista foi morto em 2018 no consulado da Arábia Saudita na Turquia
O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman defendeu, nesta terça-feira (18), a investigação de seu país sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, ocorrido em 2018.
Ao ser questionado no Salão Oval sobre o assassinato de Khashoggi, o príncipe herdeiro disse que "é doloroso e foi um grande erro" e defendeu a investigação.
"Sobre o jornalista, é realmente doloroso ouvir sobre alguém que perdeu sua vida sem um propósito real ou de uma forma ilegal, e isso foi doloroso para nós, na Arábia Saudita", afirmou o príncipe bin Salman.
Ele acrescentou que a Arábia Saudita "fez todos os passos corretos na investigação" e que "estamos fazendo o nosso melhor para que isso não aconteça novamente".
O príncipe fez sua última visita a Washington em 2018, meses antes do assassinato de Khashoggi no consulado saudita na Turquia. Uma avaliação da CIA, divulgada posteriormente, concluiu que o príncipe provavelmente ordenou o assassinato, embora ele tenha negado há muito tempo qualquer envolvimento.
Hanan Elatr Khashoggi, esposa de Khashoggi, disse à CNN, antes da visita à Casa Branca, que o encontro entre os dois líderes foi "muito doloroso para mim".



