Promotor russo quer proibir anúncio com beijo LGBTQIA+ da Dolce & Gabbana

Relações LGBTQIA+ são legais na Rússia, mas uma lei de 2013 proíbe a disseminação de "propaganda sobre relações sexuais não tradicionais"

Publicidade para o dia dos namorados "Love is Love"
Publicidade para o dia dos namorados "Love is Love" Foto: Reprodução/Dolce & Gabbana

Da Reuters

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Um promotor de Justiça da Rússia pediu que um anúncio da marca Dolce & Gabbana no Instagram, que mostra casais do mesmo sexo se beijando, sejam proibidos em todo o país, após receber uma queixa de um legislador. 

Mikhail Romanov, um membro do partido governante Rússia Unida, que tem assento na Duma — câmara baixa do parlamento — apresentou uma reclamação sobre os anúncios publicados sob o nome @dolcegabbana, disse o serviço de imprensa dos tribunais de São Petersburgo.

Os dois vídeos curtos fizeram parte da campanha global da grife italiana “Love is Love” no período que antecedeu o Dia dos Namorados, comemorado no dia 14 de fevereiro no país.

Relações entre pessoas do mesmo sexo são legais na Rússia, mas uma lei de 2013 proíbe a disseminação de “propaganda sobre relações sexuais não tradicionais” entre jovens russos. Grupos de direitos humanos condenaram a legislação, dizendo que ajudou a aumentar a hostilidade social contra a homossexualidade.

A Dolce & Gabbana não quis comentar o caso.

No dia 14 de maio, a assessoria de imprensa dos tribunais de São Petersburgo disse que o promotor havia entrado com uma ação pedindo que um dos anúncios da Dolce & Gabbana no Instagram mostrando duas garotas se beijando fosse proibido na Rússia.

Em nota, a assessoria de imprensa disse que a denúncia afirma que o vídeo “contém informações que rejeitam os valores familiares e faz propaganda de relações sexuais não tradicionais”.

Nesta segunda-feira (24), o serviço de imprensa disse que o pedido de proibição do promotor incluía uma segunda imagem da Dolce & Gabbana no Instagram mostrando dois jovens do sexo masculino se beijando.

No entanto, disse que a reclamação do promotor ainda não progrediu porque não havia cumprido certos requisitos administrativos, incluindo o fornecimento de documentos de apoio à reclamação.

As informações sobre o caso serão atualizadas em 7 de junho.

Em 2018, a grife italiana foi forçada a cancelar um desfile na China, após uma reação negativa contra uma campanha publicitária que foi considerada racista por celebridades e pelas redes sociais. O cancelamento levou sites de comércio eletrônico chineses a boicotar os produtos da marca.

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