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    Promotores do Japão investigam pagamentos de patrocinador à membro do conselho organizador das Olimpíadas

    Investigação apura se valores pagos pela varejista de roupas AOKI Holdings a Haruyuki Takahashi foram legais

    Pira Olímpica das Olimpíadas de 2020 no estádio nacional, em Tóquio
    Pira Olímpica das Olimpíadas de 2020 no estádio nacional, em Tóquio Charlie Riedel - 23.jul.2021/AP

    Kiyoshi Takenakada Reuters

    Os promotores de Tóquio estão investigando pagamentos da varejista de roupas AOKI Holdings, uma empresa patrocinadora olímpica, a uma empresa administrada por um ex-membro do conselho do Comitê Organizador de Tóquio 2020, informou a mídia japonesa nesta quarta-feira (20).

    O jornal Yomiuri disse que a investigação está analisando se pagamentos de pelo menos 45 milhões de ienes (cerca de R$ 1,7 milhão) entre 2017 e 2021 a uma empresa administrada por Haruyuki Takahashi violaram uma lei que proíbe funcionários públicos de receber dinheiro em relação a seus cargos.

    Os membros do conselho da comissão organizadora foram considerados quase-funcionários públicos.

    A Reuters não conseguiu estabelecer detalhes de contato de Takahashi, ex-executivo da agência de publicidade Dentsu Inc.

    No entanto, Takahashi foi citado pelo jornal de negócios Nikkei dizendo que sua empresa recebeu honorários por fornecer consultoria relacionada a esportes à AOKI. Como membro do conselho, ele não se envolveu em assuntos que diziam respeito aos interesses financeiros de ninguém, incluindo a venda de produtos licenciados oficiais, disse ele ao jornal.

    O Ministério Público do Distrito de Tóquio disse que não comentaria um caso individual.

    A AOKI disse que as reportagens da mídia não se basearam em nada que a empresa havia anunciado e se recusou a comentar mais.

    Como “apoiadora oficial” dos Jogos de Tóquio, a AOKI forneceu os uniformes dos árbitros e vendeu produtos licenciados, como jaquetas com emblemas olímpicos.

    A Reuters informou em março de 2020 que Takahashi recebeu mais de US$ 8 milhões (cerca de R$ 43 milhões) em 2013 e 2014 pelo comitê de candidatura olímpica de Tóquio por atividades não reveladas.

    Na época, ele disse à Reuters que seu trabalho incluía fazer lobby com membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) e disse que não havia nada de impróprio com os pagamentos que recebeu ou com a maneira como usou o dinheiro.

    No final de 2020, o chefe do COI, Thomas Bach, disse que nenhuma regra do órgão foi infringida pelos pagamentos.