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    Proposta da UE de punir países do Mercosul por descumprimento do Acordo de Paris é “inaceitável”, diz Lula

    Presidente, que iniciou agenda na Itália na quarta-feira (21), defendeu transição para economia verde e cobrou países desenvolvidos que têm "dívida histórica com o planeta"

    Presidente Lula em coletiva de imprensa na Itália nesta quinta-feira (22).
    Presidente Lula em coletiva de imprensa na Itália nesta quinta-feira (22). Reprodução/TV Brasil

    Gustavo Zanferda CNN

    Em coletiva de imprensa na Itália nesta quinta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a proposta “inaceitável” da União Europeia de punir países do Mercosul que não cumprirem metas estabelecidas pelo Acordo de Paris.

    “A Carta Adicional que a União Europeia mandou ao Mercosul é inaceitável porque eles colocam punição a qualquer país que não cumprir o Acordo de Paris, quando nem eles cumpriram”, disse o presidente.

    Lula iniciou na quarta-feira (21) sua agenda na Itália. É a primeira visita oficial de um governante brasileiro ao país desde a ida da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015.

    Respondendo a jornalistas, o presidente afirmou que o Brasil e a América Latina querem “ter o direito de recuperar sua capacidade de industrialização” e que uma economia verde só pode existir “se cada um cumprir com o que tem que cumprir”.

    “Os países desenvolvidos que já desmataram suas florestas têm uma dívida histórica com o planeta.”

    O Acordo de Paris estabelece uma série de ações a serem seguidas pelos países signatários para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa.

    O tratado substituiu o Protocolo de Kyoto, primeiro acordo internacional para o controle de emissão de gases do efeito estufa, assinado em 1997 no Japão.

    O Brasil assinou o acordo em 2015, tendo como meta a redução de suas emissões de gases do efeito estufa em até 37%, em relação aos níveis de emissão de 2005, até 2025.

    Essa meta aumenta para uma redução de 43% na emissão até 2030.

    COP-30 em Belém

    A cidade de Belém, no Pará, vai sediar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30).

    A informação foi divulgada em maio pelo governo federal, por meio de um vídeo em que Lula e o governador do estado, Helder Barbalho (MDB), recebem a confirmação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

    “As Nações Unidas aprovaram, no último dia 18 de maio, a realização da COP-30 na cidade de Belém do Pará, em novembro de 2025”, informou o chanceler.

    A Conferência do Clima da ONU é o maior evento do mundo dentro dessa temática. Na reunião, chefes de Estado e de governo, pesquisadores, ambientalistas e empresários discutem medidas de enfrentamento às mudanças climáticas.

    O objetivo central da conferência é debater questões em torno das mudanças climáticas no planeta, como planos de mitigação dos gases do efeito estufa.

    As metas para a redução do impacto climático estão definidas no Acordo de Paris, do qual os países da conferência são signatários.

    (Com informações de Leonardo Ribbeiro)