Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Protestos em apoio aos palestinos reúnem milhares de pessoas ao redor do mundo

    Em meio aos conflitos entre Israel e o Hamas, mais de 7,6 mil pessoas já morreram na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde palestino

    Milhares de pessoas marcharam em apoio aos palestinos neste sábado (28), em Berlin, na Alemanha
    Milhares de pessoas marcharam em apoio aos palestinos neste sábado (28), em Berlin, na Alemanha Reprodução/Reuters

    Yann Tessierda Reuters

    Milhares de manifestantes se reuniram em cidades da Europa, Oriente Médio e Ásia neste sábado (28), para mostrar apoio aos palestinos enquanto os militares de Israel ampliavam a ofensiva aérea e terrestre na Faixa de Gaza.

    Em uma das maiores manifestações, em Londres, imagens aéreas mostraram grandes multidões marchando pelo centro da capital para exigir ao governo do primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, um cessar-fogo.

    “As superpotências não estão fazendo o suficiente neste momento. É por isso que estamos aqui: apelamos para um cessar-fogo, aos direitos dos palestinos, ao direito de existir, de viver, aos direitos humanos, a todos os nossos direitos”, disse a manifestante Camille Revuelta. “Não se trata do Hamas. Trata-se de proteger as vidas palestinas”.

    A manifestação foi pacífica, mas a polícia disse ter feito duas detenções, uma durante o percurso, depois de um agente da polícia ter sido agredido, e outra por suspeita de ofensa à ordem pública com agravamento racial, depois de um homem ter supostamente entoado comentários racistas. A polícia estima a participação de 50 a 70 mil pessoas.

    O protesto em Londres acontece no momento em que o governo de Sunak não chegou a pedir um cessar-fogo e, em vez disso, defendeu pausas humanitárias para permitir que a ajuda chegasse às pessoas em Gaza.

    Enquanto isso, o Reino Unido apoiou o direito de Israel de se defender após o ataque de 7 de outubro do grupo Hamas. Israel afirma que 1.400 pessoas morreram, a maioria civis.

    Tem havido um forte apoio e simpatia por Israel por parte dos governos ocidentais e de muitos cidadãos devido aos ataques do Hamas, mas a resposta israelense também suscitou revolta, especialmente em países árabes e muçulmanos.

    Na Malásia, uma multidão de manifestantes entoava slogans em frente à embaixada dos EUA em Kuala Lumpur.

    Se dirigindo a milhares de apoiadores em Istambul, o presidente turco, Tayyip Erdogan, disse que Israel era um ocupante e repetiu a sua posição sobre o Hamas não ser uma organização terrorista. Erdogan recebeu uma forte repreensão de Israel esta semana por chamar o grupo militante de “combatentes pela liberdade”.

    Em Bagdá, iraquianos também protestaram, enquanto na Cisjordânia, ocupada por Israel, os manifestantes palestinos em Hebron pediram um boicote global aos produtos israelenses.

    Israel diz ter neutralizado diversas “células terroristas” na Faixa de Gaza

    Outras cidades da Europa, como Copenhague, Roma e Estocolmo, também tiveram manifestações.

    Algumas cidades na França proibiram manifestações desde o início da guerra, temendo que pudessem alimentar tensões sociais. Apesar da proibição, em Paris, houve um pequeno protesto. Centenas de pessoas também se reuniram em Marselha, no sul do país.

    Na capital da Nova Zelândia, Wellington, milhares de pessoas segurando bandeiras palestinas e cartazes com os dizeres “Palestina Livre” marcharam até o Parlamento.

    O número de mortos em Gaza subiu para 7.650 mortos, também a maioria civis, desde que o bombardeio de Israel começou há três semanas, de acordo com um relatório diário divulgado neste sábado pelo Ministério da Saúde palestino.

    Veja imagens do conflito: