Protestos no Irã: Mapa mostra onde manifestações foram registradas

Infográfico revela locais onde os iranianos saíram às ruas contra o governo e a situação econômica do país

Da CNN Brasil
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Uma onda de protestos contra o governo tomou conta do Irã, gerando forte repressão das autoridades. Grupos de direitos humanos estimam que centenas de pessoas tenham morrido, enquanto milhares teriam sido presas.

Um mapa produzido pela CNN com base em dados fornecidos pelo Instituto para o Estudo da Guerra com o Projeto de Ameaças Críticas do AEI mostra onde foram registrados protestos no Irã contra o governo entre 29 de dezembro e 11 de janeiro:

O Instituto para o Estudo da Guerra atribui níveis de confiança (alto, médio ou baixo) a cada protesto com base na confiabilidade da fonte e na qualidade das evidências.

As fontes são avaliadas quanto a viés e precisão histórica, sendo que níveis de confiança mais altos exigem múltiplas fontes confiáveis ​​e documentação em vídeo clara.

Nem todos os protestos relatados são mapeados — apenas aqueles que atendem ao limite para a atribuição de um nível de confiança são incluídos.

Entenda os protestos no Irã

Protestos antigoverno no Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.

As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.

A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.

A decisão dos bazaaris, como são conhecidos, é uma medida drástica para um grupo tradicionalmente alinhado à República Islâmica.

O governo liderado por reformistas tentou aliviar a pressão ao oferecer transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas a medida não conseguiu conter a insatisfação.

As autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas na quinta-feira (8) – a maior noite de manifestações nacionais até agora – deixando o Irã praticamente isolado do mundo exterior.

Organizações de direitos humanos disseram que centenas de pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se as forças de segurança responderem com força. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a Trump que "foque em seu próprio país" e culpou os EUA por incitarem os protestos.