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    “Provocação” e “falsidades”: O que diz a Rússia sobre o que aconteceu em Bucha

    Governo e diplomacia russa estão em uníssono na rejeição das responsabilidades do país sobre as atrocidades praticadas na região de Kiev

    Danos de áreas de conflito na cidade de Bucha, na Ucrânia
    Danos de áreas de conflito na cidade de Bucha, na Ucrânia Anadolu Agency/Getty Images (3.abr.2022)

    Pedro Falardoda CNN

    O presidente do Comitê de Investigação da Federação Russa, Alexander Bastrykin, anunciou, nesta segunda-feira (4), que a sua principal unidade de investigação vai analisar as “informações disseminadas pelo Ministério da Defesa da Ucrânia sobre o assassinato de cidadãos em Bucha, na região de Kiev”, anunciou a agência Tass, citando um comunicado da organização.

    O Comitê chamou este episódio de “provocação” e acusou a Ucrânia de “disseminar falsidades”. Também nesta segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou “categoricamente” que a Rússia tenha sido responsável por qualquer atrocidade em Bucha.

    “A Rússia nega categoricamente qualquer acusação sobre o assassinato de civis em Bucha e está disponível para discutir este assunto ao mais alto nível”, afirmou Peskov, citado pela Tass.

    O porta-voz expressa dúvidas quanto à versão ucraniana, garantindo que os “fatos e a cronologia não suportam” o relato de Kiev, e cita especialista russos que detectaram várias “falsidades e edições” nos vídeos exibidos.

    Peskov apelou aos líderes ocidentais para não se “apressarem” a condenar os eventos de Bucha sem ouvirem a versão russa primeiro, e recusou-se a comentar que efeito poderá ter este acontecimento nas negociações.

    A situação é séria, e aqui pedimos a vários líderes internacionais para não se apressarem a fazer declarações e acusações ferozes, mas sim que peçam informações de várias fontes e que pelo menos ouçam os nossos argumentos.

    Dmitry Peskov

    O porta-voz do governo russo condenou ainda Jaroslaw Kaczynski, líder do PIS, partido no poder na Polônia, por este ter mostrado receptividade em acolher armas nucleares americanas no país, alegando que tal só levaria a um “aumento das tensões”.

    Sergei Lavrov diz que situação foi “encenada”

    Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, afirma que a situação em Bucha foi “encenada” e que tem sido propagada pelas redes sociais pelo Ocidente e pela Ucrânia.

    Citado pela Tass, Lavrov afirma que este é um “ataque falso” e que “provocações destas são uma ameaça à segurança internacional”.

    Rússia pede nova reunião da ONU sobre Bucha

    Citada pela Reuters, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, afirma que o país pediu novamente uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em razão da “provocação das Forças Armadas da Ucrânia” em Bucha.

    “Ontem, cumprindo a pior tradição inglesa, a presidência britânica do Conselho de Segurança da ONU não autorizou uma reunião sobre a situação de Bucha. A Rússia irá pedir novamente uma reunião do Conselho devido às provocações das Forças Armadas e dos radicais da Ucrânia na cidade”, afirmou Zakharova.

    Este conteúdo foi criado originalmente em português (pt).

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